No pronunciamento do Dia da Independência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará críticas indiretas ao tarifaço dos Estados Unidos, defenderá a "soberania e a democracia", pautas de seu governo e também da campanha, e pregará a proteção das terras raras. O discurso em cadeia nacional, marcado para a noite deste domingo (6), foi autorizado nesta sexta-feira (4) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em peça gravada no Palácio da Alvorada, Lula não citará diretamente os Estados Unidos ou Donald Trump, mas dirá que "nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender".
"Não somos nem seremos colônia de ninguém", diz o discurso liberado pela Justiça. "Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", diz o discurso ao qual o Valor teve acesso.
O presidente também defenderá a proteção dos recursos nacionais. "Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo, e a maior fonte de água doce. No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo. Essas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro", diz o discurso.
Como esperado, o discurso vai se concentrar no tema "soberania", um mote do governo desde a aprovação do tarifaço. "Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros", afirmará Lula no pronunciamento.
Também está prevista a defesa de pautas sociais, marca que Lula gosta de propagar em suas gestões. Na fala, dirá que independência é "viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com mais direitos para todos, e menos privilégios".
Por ser período eleitoral, o governo teve de pedir permissão, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), ao TSE.
Valor