Um grupo de deputados estaduais catarinenses filiados ao Progressistas (PP) assinou nesta semana um documento pedindo a retirada do ar das propagandas do horário eleitoral gratuito com imagens do ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD), que concorre ao governo de Santa Catarina como adversário do governador Jorginho Mello (PL-SC). O ofício foi endereçado ao senador Esperidião Amin (PP), que preside o diretório estadual do partido e integra a chapa majoritária de Rodrigues como postulante à reeleição no Senado.
'Fora da bolha': Mendonça atira, Moraes contra-ataca e Cury vai a 10% na onda do Rivotril Faça o teste do GLOBO: Com qual candidato a presidente você mais se identifica? Assinado por 17 dos 29 candidatos à Câmara e à Assembleia Legislativa do partido, o documento diz que os programas gravados foram alterados, sem autorização prévia, para a inclusão das imagens e símbolos de Rodrigues e do vice escolhido para a chapa, o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB). "Trata-se de uso não consentido de nossa imagem e do tempo de televisão a nós destinado, para associar nossas candidaturas a projetos políticos distintos dos nossos", argumentam.
A carta também pede que Amin "tome providências para a suspensão do material alterado e sua substituição pela versão originalmente gravada" e exige que, caso a solicitação não seja acatada, ocorra a "imediata exclusão da participação dos candidatos subscritores do documento nos programas eleitorais oficiais de televisão".
Mesmo contestado por alas do PP ainda próximas a Jorginho, o embarque do partido na chapa de Rodrigues foi formalizado após Amin ser escanteado da composição do governador. Inicialmente, o mandatário previa entregar uma das vagas na disputa ao Senado a Esperidião, mas acabou dando preferência à acomodação do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) e da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC). Como mostrou o GLOBO, a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo estado tem sido alvo de ataques por parte da classe política no estado, que o considera um "forasteiro". Nas últimas semanas, ele foi criticado por não fazer menções nominais ao estado em seu primeiro programa no horário eleitoral e por escolher uma gráfica do Rio de Janeiro para a impressão de seu material de campanha.
Já Carol de Toni, aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), foi deixada de fora de um material de campanha do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-RJ) na última semana, que pedia votos em Carlos e Amin.
Dados da última Quaest no estado mostraram uma disputa acirrada ao Senado, com Esperidião contabilizando 19%, Carlos pontuando 16% e Carol registrando 12%. Já entre os candidatos ao governo, Jorginho apareceu na liderança com 50% das intenções de voto, seguido de João, com 17%, e de Gelson Merísio (PSB), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 4%.
O Globo