Em carta, Lula pede que católicos escolham candidato ‘à luz de de sua fé’

Em carta, Lula pede que católicos escolham candidato ‘à luz de de sua fé’ - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Em carta destinada aos católicos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede que os eleitores escolham o candidato na eleição do próximo dia 25 “à luz de sua consciência, de sua fé, de seus valores”. Diz ainda que é preciso ter no país um governo comprometido com a liberdade religiosa. O documento será usado por movimentos sociais para dialogar com essa parcela da população na reta final antes do segundo turno. O petista também escreveu uma carta aos evangélicos.  “Peço que vocês examinem essa escolha à luz de sua consciência, de sua fé, de seus valores e, sobretudo, da realidade vivida por você e milhões de brasileiros”, afirmou Lula, na carta aos católicos. No texto, o petista afirma que a política “não pode ser instrumento de ódio, vingança ou privilégio”.  Lula fala dos programas de transferência de renda, da política de valorização do salário e diz que essas iniciativas contribuíram para reduzir a pobreza e ampliar oportunidades. Já na carta aos evangélicos, o presidente, como mostrou a colunista Bela Megale, destaca a importância da família e projetos que encampou, como o fim das bets e da escala 6x1.

Lula inicia o texto dizendo que escreve “com o coração aberto, cheio de verdade, pois os cristãos com quem tenho dialogado estão me ensinando que a Bíblia nos orienta a ‘seguir a verdade em amor’”. Lula fala de seu respeito pelos evangélicos e afirma que eles têm em comum “o compromisso de cuidar das famílias brasileiras”. Pesquisa do Datafolha divulgada no dia 15 mostra que entre os católicos Lula tem 52% das intenções de voto contra 42% de Flávio Bolsonaro. Já entre os evangélicos, o candidato do PL soma 62% dos votos, contra 29% do petista.           Confira a íntegra da carta de Lula aos católicos "Queridas brasileiras e queridos brasileiros, No dia 25 de outubro, teremos diante de nós uma escolha que ultrapassa nomes e partidos. Vamos decidir que projeto de país queremos construir e quais valores devem orientar o futuro do Brasil. Peço que vocês examinem essa escolha à luz de sua consciência, de sua fé, de seus valores e, sobretudo, da realidade vivida por você e milhões de brasileiros. A política não pode ser instrumento de ódio, vingança ou privilégio. Deve estar a serviço da vida. Governar é cuidar das pessoas, especialmente das que mais precisam para viver com dignidade. Nos últimos anos, importantes políticas sociais demonstraram fazer diferença concreta na vida das famílias. Programas de transferência de renda, valorização do salário mínimo, geração de empregos, expansão do acesso à educação, à saúde e à alimentação, além de iniciativas voltadas à agricultura familiar e à moradia, contribuíram para reduzir a pobreza e ampliar oportunidades. Não devemos aceitar que milhões de brasileiros voltem a vivenciar a fome, o desemprego, a falta de atendimento médico ou a impossibilidade de oferecer aos filhos uma educação de qualidade. O desenvolvimento de um país não se mede apenas pelo tamanho de sua economia, mas pela qualidade de vida de seu povo. É preciso, portanto, termos um governo comprometido com a redução das desigualdades, a defesa da democracia, a proteção da família, o respeito à liberdade religiosa e de consciência, e com políticas capazes de assegurar trabalho, segurança, saúde, educação, moradia e alimentação. No dia 25 de outubro, vote com o pensamento voltado para crianças que necessitam de escolas, pelos jovens que procuram oportunidades de trabalho e de futuro, por trabalhadores que querem emprego digno ou chance de ter o seu próprio negócio de sucesso, pelos nossos idosos que precisam de cuidados e afeto, por famílias que lutam para colocar comida na mesa e por todos aqueles que esperam do poder público não favores, e sim direitos assegurados. Peço a vocês um voto motivado pela verdade, pelo respeito ao próximo e pela justiça. Peço um voto consciente. Um voto que leve em conta não apenas discursos, mas trajetórias; não apenas promessas, mas resultados e ações concretas que beneficiaram o povo; não apenas interesses individuais, mas o destino coletivo do Brasil. Deus abençoe o Brasil e ilumine nossa consciência para que saibamos escolher o caminho que conduza a uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. Com amizade e confiança",

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo