Com 19 hectares de terreno, propriedade centenária na Califórnia foi comprada pelo empresário por US$ 23,4 milhões e vendida quatro anos depois por US$ 30 milhões Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Uma mansão histórica que pertenceu a Elon Musk reúne características dignas de um cenário de filme: biblioteca com paredes revestidas de couro, salão de baile, piscina, jardins e um terreno de aproximadamente 19 hectares. Localizada em Hillsborough, na Califórnia, nos Estados Unidos, a propriedade foi comprada pelo empresário por US$ 23,4 milhões (equivalente a R$ 128,18 milhões) e posteriormente vendida por US$ 30 milhões (equivalente R$ 164,33 milhões).
Conhecida como Guignécourt, a residência ocupa uma área de aproximadamente 47 acres, equivalente a 19 hectares. Para dimensionar o tamanho, o terreno corresponde a cerca de 27 campos de futebol com as dimensões do gramado do Maracanã.
A propriedade também conta com trilhas privativas, um reservatório de água, pavilhão e áreas externas planejadas para receber convidados. Já a construção principal tem aproximadamente 1.500 metros quadrados, com sete quartos e nove banheiros e meio, segundo informações divulgadas durante a comercialização do imóvel. Veja fotos da mansão luxuosa de Elon Musk:
Entre os ambientes mais incomuns da Guignécourt está uma biblioteca com paredes revestidas de couro e uma lareira. A residência também tinha uma grande sala de estar, sala de música, sala de jantar e um salão de baile.
Outro detalhe era a possibilidade de integrar a sala de jantar à sala de música, formando um espaço maior para receber convidados e realizar eventos. A cozinha gourmet contava com uma área preparada para receber um chef particular.
Nos jardins, os moradores tinham acesso à piscina e ao pavilhão, além de espaços para caminhadas e contemplação da paisagem. A estrutura incluía ainda uma garagem para três carros e uma área coberta com capacidade para outros oito veículos.
A vista para a baía de San Francisco e para o horizonte da cidade completava o cenário. Apesar de ter sido construída no início do século XX, a propriedade também recebeu atualizações tecnológicas.
Entre os recursos mencionados no anúncio estavam cabeamento de fibra óptica sob a entrada de veículos, sistema de segurança e som interno. A história da Guignécourt começou muito antes de Elon Musk se tornar proprietário.
A mansão foi construída em 1912 para Christian de Guigné, um nobre francês que se estabeleceu na Califórnia e se casou com Mary Katherine Parrott, herdeira de uma família ligada à história econômica da região. O projeto arquitetônico ficou a cargo do escritório Bliss & Faville, formado pelos arquitetos Walter Danforth Bliss e William Baker Faville.
Christian de Guigné também esteve associado à fundação da Stauffer Chemical Company e da Leslie Salt, empresas que fizeram parte da trajetória econômica da região de San Francisco. A propriedade permaneceu com a família por gerações.
Em 2013, chegou a ser anunciada por US$ 100 milhões, mas o valor pedido foi reduzido nos anos seguintes, até que o imóvel foi comprado pelo empresário. Elon Musk comprou a Guignécourt em 2017 por US$ 23.364.000, aproximadamente US$ 23,4 milhões, de acordo com registros imobiliários citados pela imprensa especializada.
Em maio de 2020, o empresário anunciou no X, antigo Twitter, que estava vendendo quase todos os seus bens físicos e que não teria mais casa. Quando questionado sobre a decisão, respondeu: “Liberdade”.
Em junho de 2021, Musk voltou a comentar a propriedade e a descreveu como sua última casa na região da baía de San Francisco. Na ocasião, afirmou que gostaria de encontrar uma família grande para morar no local.
@leastImAlive @PPathole Decided to sell my last remaining house. Just needs to go to a large family who will live there.
It’s a special place. O empresário também explicou que utilizava a mansão como sua “casa de eventos” na região.
Portanto, não há confirmação de que a propriedade fosse sua residência principal. A venda começou com um anúncio de US$ 37,5 milhões.
Posteriormente, o preço foi reduzido para US$ 31,99 milhões e, em dezembro de 2021, a negociação foi concluída por US$ 30 milhões, segundo a Mansion Global. Na comparação entre os valores de compra e venda, a diferença nominal foi de aproximadamente US$ 6,6 milhões.
Esse cálculo não representa necessariamente o lucro obtido pelo empresário, já que não considera impostos, manutenção e outros custos envolvidos na propriedade. A negociação da Guignécourt fez parte de uma mudança anunciada publicamente pelo empresário em 2020.
Naquele período, Musk afirmou que pretendia se desfazer de grande parte de seus bens materiais, incluindo imóveis. Em entrevistas, também comentou sobre a relação entre patrimônio e liberdade pessoal.
Durante uma conversa com Joe Rogan, em 2020, falou sobre como a posse de muitos bens poderia representar um peso e limitar sua liberdade. A venda da propriedade histórica na Califórnia marcou o encerramento de uma etapa de seu patrimônio imobiliário na região.
Lidia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial. Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores.
É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022. Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc.
Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul. Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil.
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