O candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, votou na manhã deste domingo (4), na capital fluminense. Ex-prefeito da cidade, ele chegou ao Gávea Golf Club, na Zona Sul, por volta das 9h, acompanhado da mulher, dos filhos e de aliados. Na ocasião, disse o Estado atravessa a pior crise de da história e afirmou que, se eleito, terá um governo oposto ao que foi o de Cláudio Castro.
Eleições 2026: Acompanhe ao vivo o primeiro turno no Brasil Posso ir votar de bermuda? Veja o que é proibido nas eleições — Acho que o Rio vive a pior crise da história, é uma crise política, é uma crise institucional, é uma crise de segurança pública, de desmando no governo do estado, de corrupção. O [estado] não aguenta mais outro Witzel e outro Cláudio Castro, o que muito claramente é representado pela candidatura do Douglas Ruas. Estou muito confiante [da vitória no primeiro turno], porque acho que as pessoas vão ter a consciência deste momento Paes voltou a defender o voto útil, e afirmou que esta é uma eleição que “não se trata de ideologia, nem de esquerda, nem de direita”. — Quero sentar-me com o governador interino, Ricardo Couto, o mais rápido possível para avançarmos naquilo que já temos feito, reduzir despesas, cortes, auditoria nos contratos, enxugar a máquina pública, preparar um processo de retomada do crescimento do Rio, de reconstrução do nosso estado. É isso que a população fluminense tem que entender. Se alguém quer a continuidade do governo Cláudio Castro, eu entendo, não vota em mim. Eu serei o oposto do que foi o governo Cláudio Castro. Na véspera da votação, pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) apontou Paes com 49% dos votos válidos, contra 40% de Douglas Ruas (PL). Anthony Garotinho (Republicanos) aparece com 6%. A diferença entre Paes e Ruas é de nove pontos percentuais. Questionado sobre as eleições presidenciais, o ex-prefeito afirmou acreditar que "tudo aponta para um segundo turno". Ele também rebateu as críticas de Ruas, negando a acusação de que ele e Lula estariam usando a "máquina pública" — a qual o adversário chamou de "sistema" — para favorecer sua candidatura. — Ele é o candidato da corrupção. Quem entende de uso de máquina, de utilização inadequada de recursos públicos, de usar recursos públicos para enriquecer, é a candidatura dele. Então, tenho toda a tranquilidade, sou um democrata que disputa eleições há muitos anos, que já venceu muitas vezes, graças a Deus, mas que também já perdeu. E eu sempre perdi de cabeça erguida, com dignidade, respeitando a decisão do eleitor.
O Globo