O coordenador-geral da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Edinho Silva, endossou nesta sexta-feira (16) a avaliação do presidente de que há espaço para negociar com setores econômicos que possam ser afetados pelo fim da escala 6x1.
A declaração foi dada após o Congresso Nacional promulgar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1, uma das principais bandeiras da campanha de reeleição de Lula.
“Se tiver setores econômicos que têm impacto, a PEC abre a possibilidade de você tratar de forma diferenciada esses setores. Portanto, a PEC permite um tratamento diferenciado para setores diferenciados”, disse Edinho.
O coordenador também afirmou que a base governista não pretende evitar o debate sobre a redução da maioridade penal, mas defende que o tema seja discutido separadamente da PEC da Segurança Pública. Na avaliação dele, incluir a questão na proposta pode comprometer seu avanço.
“A maioridade penal é importante, tem que ser debatida, é um debate. A PEC da Segurança é outro debate, que tem que ser priorizado, porque, sem a PEC, nós não vamos ter os instrumentos para melhorar a segurança pública no Brasil”, afirmou.
Edinho acusou, ainda, o PL de tentar dificultar a tramitação da proposta enquanto sustenta que a segurança pública é uma prioridade. A crítica ocorre após o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), apresentar uma emenda à PEC para reduzir a maioridade penal.
A emenda estabelece a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral. Para crimes como os hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, além da participação em organizações criminosas, a responsabilização penal poderia ocorrer a partir dos 14 anos.
“O que nós estamos achando é que o PL está criando uma confusão para não aprovar a PEC. Na verdade, esse discurso de que eles tratam a segurança pública como prioridade é mentira, não é verdade”, disse Edinho.
Valor