Eclipse solar total hoje (12): veja como assistir ao vivo da NASA e ESA - QTU Questões do Universo

Eclipse solar total hoje (12): veja como assistir ao vivo da NASA e ESA

Fonte: Bandeira da fonte

O eclipse solar total desta quarta-feira, 12 de agosto, mobiliza observadores e cientistas de diferentes países, com transmissões ao vivo organizadas por agências espaciais para acompanhar o fenômeno em tempo real.
Como o alinhamento completo entre a Lua e o Sol não será visível em todo o mundo, a internet será a principal forma de acompanhar o evento.
A NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) exibirão imagens captadas ao longo da faixa de totalidade, além de análises de especialistas e registros científicos realizados durante o eclipse.
Confira onde assistir ao eclipse ao vivo, os horários das transmissões e como acompanhar o fenômeno com segurança
🔎 Empresas valorizam mais profissionais de Humanas na era da IA; entenda o estudo
Durante a totalidade, a Lua bloqueia a luz intensa do Sol e revela a coroa solar, estrutura que costuma permanecer invisível a olho nu
Divulgação/NASA APOD, por Nicolas Lefaudeux
📝 Como usar o ChatGPT para melhorar a produtividade no trabalho? Veja no Fórum do TechTudo
Índice
O eclipse solar total acontece hoje
Onde assistir ao eclipse ao vivo
O que será mostrado durante a transmissão
O eclipse poderá ser visto do Brasil?
Como assistir com segurança
1.
O eclipse solar total acontece hoje
O eclipse solar total acontece hoje, 12 de agosto, e marca um dos eventos astronômicos mais aguardados da década.
O fenômeno ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, cobrindo completamente o disco solar para quem estiver na faixa de totalidade.
Além disso, este será o primeiro eclipse solar total visível na Europa continental desde 1905, o que amplia seu interesse científico e turístico.
A faixa de totalidade começa no norte da Rússia, passa pela Groenlândia e pela Islândia, cruza o oceano Atlântico e alcança a Espanha, além de uma pequena porção do norte de Portugal.
Em cidades espanholas como Burgos, a fase de totalidade dura cerca de 1 minuto e 48 segundos, embora todo o fenômeno, da fase parcial ao fim do eclipse, leve aproximadamente 1 hora e 48 minutos.
Em vermelho, o mapa mostra a faixa de totalidade do eclipse.
As curvas amarelas indicam onde o fenômeno será parcial, e as porcentagens correspondem ao máximo de cobertura do disco solar em cada local
Divulgação/Estúdio de Visualização Científica da NASA
Enquanto isso, outras regiões do Hemisfério Norte observam apenas um eclipse parcial.
A lista inclui grande parte da Europa, a maior parte do Canadá, áreas do norte dos Estados Unidos e o noroeste da África.
Já os locais fora da área de visibilidade não conseguirão acompanhar o fenômeno diretamente.
2.
Onde assistir ao eclipse ao vivo
É possível assistir ao eclipse solar total ao vivo pela internet por meio das transmissões oficiais da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA).
As duas agências exibem imagens em tempo real captadas em diferentes pontos da faixa de totalidade.
Os principais canais de transmissão são:
NASA
A cobertura começa por volta das 13h15 (horário de Brasília) e estará disponível gratuitamente na NASA Live, no NASA+ e no canal oficial da NASA no YouTube.
A agência também retransmite a live em seus perfis oficiais no Facebook, Instagram, X e Twitch, além de disponibilizar também uma transmissão no Amazon Prime.
A transmissão pode ser acompanhada diretamente pela página NASA Live, que também reúne atalhos para o NASA+, YouTube e redes sociais da agência
Reprodução/NASA Live
ESA (Agência Espacial Europeia)
A transmissão oficial tem início previsto para 14h30 (horário de Brasília).
O evento poderá ser acompanhado pela ESA Web TV ou pelo canal oficial da ESA no YouTube.
A ESA Web TV não exige cadastro nem instalação de aplicativos.
Basta abrir o link da transmissão no navegador para acompanhar a cobertura ao vivo
Reprodução/ESA
Além das transmissões oficiais, alguns observatórios e portais especializados em astronomia costumam retransmitir as imagens ao vivo.
No entanto, as lives da NASA e da ESA reúnem a cobertura mais completa e confiável do eclipse, com imagens de alta resolução captadas ao longo do trajeto da sombra da Lua.
3.
O que será mostrado durante a transmissão
A transmissão do eclipse solar total reúne imagens ao vivo do fenômeno e conteúdos produzidos por cientistas e equipes de pesquisa que acompanham o evento em diferentes países.
Além da cobertura da fase de totalidade, o público poderá assistir a explicações sobre os principais fenômenos observados durante o alinhamento entre a Lua e o Sol.
Entre os destaques da programação estão:
Imagens em tempo real: a NASA e a ESA exibem registros captados na Groenlândia, Islândia e Espanha, principais regiões da faixa de totalidade.
As agências também mostram diferentes ângulos do eclipse conforme a sombra da Lua avança.
Explicações de cientistas: especialistas comentam cada etapa do fenômeno, explicam como ocorre um eclipse solar total e respondem a perguntas enviadas pelo público durante a transmissão.
Na cobertura da ESA, a apresentação fica a cargo da divulgadora científica Dame Dr.
Maggie Aderin, com participação da diretora de Ciência da agência, Carole Mundell, e de outros pesquisadores.
Entrevistas com pesquisadores: a programação inclui conversas com astrônomos e especialistas sobre a coroa solar, a influência dos eclipses em descobertas científicas e as missões da ESA.
O diretor do Observatório Astrofísico de Javalambre, Javier Cenarro, também participa da transmissão.
Pesquisas sobre a coroa solar: a NASA mostra imagens registradas por um avião de pesquisa WB-57, que acompanha a sombra da Lua em grande altitude, além do lançamento de balões científicos para medir mudanças na atmosfera terrestre.
Já a ESA complementa a cobertura com imagens de telescópios instalados em Javalambre, tomadas por drones na Espanha e transmissões de outros pontos da faixa de totalidade, o que aumenta as chances de registrar o eclipse mesmo em caso de nuvens.
4.
O eclipse poderá ser visto do Brasil?
Não.
O eclipse solar total desta terça-feira, 12 de agosto, não poderá ser visto do Brasil, nem mesmo de forma parcial.
Isso acontece porque a sombra da Lua passará exclusivamente pelo Hemisfério Norte, deixando todo o território brasileiro fora da área de visibilidade do fenômeno.
O Brasil ficará fora da faixa de totalidade do eclipse
Reprodução/Time and Date
Por isso, a melhor alternativa para os brasileiros é assistir às transmissões oficiais pela internet.
As lives da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA) mostram o fenômeno em tempo real com imagens captadas ao longo da trajetória da sombra da Lua, além de comentários de especialistas e registros feitos por telescópios e outros equipamentos científicos.
Quem pretende observar um eclipse solar total em território brasileiro terá de esperar mais alguns anos.
Segundo as previsões astronômicas, o próximo fenômeno desse tipo com visibilidade no Brasil está previsto para 12 de agosto de 2045.
Enquanto isso, o país poderá acompanhar outros eventos astronômicos, como eclipses lunares e eclipses solares visíveis apenas em outras partes do mundo.
5.
Como assistir com segurança
A forma mais segura de assistir a um eclipse solar é evitar olhar diretamente para o Sol sem a proteção adequada.
A observação incorreta pode causar danos permanentes à retina, mesmo durante as fases em que parte do disco solar está encoberta pela Lua.
Por isso, quem estiver em regiões onde o fenômeno será visível deve seguir as recomendações de órgãos como a NASA e a Sociedade Astronômica Americana.
Entre os principais cuidados estão:
Use apenas óculos certificados para eclipses: o equipamento deve atender à norma internacional ISO 12312-2 e estar em bom estado, sem riscos, furos ou rasgos.
Não utilize óculos escuros comuns: eles não bloqueiam a radiação solar nociva.
Também não são seguros materiais como películas de raio-X, CDs, DVDs, vidros fumês ou filtros improvisados.
Evite equipamentos ópticos sem filtro apropriado: nunca observe o Sol com binóculos, telescópios ou câmeras sem um filtro solar profissional instalado na lente.
Além disso, não use esses equipamentos em conjunto com óculos para eclipse, pois a concentração dos raios solares pode danificar o filtro.
Prefira métodos indiretos de observação: um projetor estenopeico, feito com uma caixa ou papel perfurado, permite acompanhar o eclipse sem olhar diretamente para o Sol.
Como o eclipse não será visível no Brasil, acompanhar as transmissões oficiais pela internet é a alternativa mais prática e segura para observar o fenômeno sem colocar a visão em risco.
Com informações de ESA e NASA.