Mais de 10 mil casos de ebola foram detectados na África, a grande maioria na República Democrática do Congo (RDC) — epicentro da epidemia atual —, segundo os dados mais recentes divulgados na terça-feira pelas autoridades sanitárias congolesas. Novo estudo: Spray nasal feito com composto psicodélico de veneno de sapo alivia rapidamente os sintomas de depressão
Anvisa manda recolher suplemento proteico e picolé com melatonina A epidemia na RDC — a mais letal dos dezessete surtos deste vírus já detectados no país — infectou 10.060 pessoas e causou 4.887 mortes, de acordo com o balanço mais recente.
O vírus, detectado pela primeira vez em maio, espalhou-se pela Nigéria e pelo Quênia, tendo surgido anteriormente também em Uganda. Entre os muitos desafios impostos por esta epidemia, destaca-se a ausência de uma vacina ou de um tratamento específico para a cepa Bundibugyo, responsável pelo surto atual.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, na semana passada, que a África enfrenta uma tarefa "mais complexa" para conter este surto, que já está presente no leste e no centro do continente e agora se expande também para o oeste, na Nigéria. O único caso confirmado na Nigéria na semana passada é o de uma mulher suíça que contraiu o vírus após uma viagem a Uganda com o marido; ela foi repatriada para a Suíça na segunda-feira.
Desde 6 de outubro, o Quênia registrou dois óbitos causados pelo vírus. Após registrar um total de 20 casos e duas mortes, a OMS declarou, no final de agosto, que Uganda está livre do ebola.
As primeiras doses da vacina Ervebo — eficaz contra a cepa Zaire, a mais comum em epidemias anteriores — foram administradas nas últimas semanas na RDC a voluntários, no âmbito de um ensaio clínico.
O Globo