Ebola: casos passam de 10 mil no Congo, e surto se torna o segundo mais letal da história

Ebola: casos passam de 10 mil no Congo, e surto se torna o segundo mais letal da história - Foto
Fonte da notícia: G1 G1

Autoridades do Centro Nigeriano de Controle e Prevenção de Doenças (NCDC) preparam uma ambulância para o envio de um caso suspeito de Ebola, em frente à sede da agência em Abuja, Nigéria REUTERS/Sodiq Adelakun

O número de casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 10.000, segundo dados divulgados pelo governo nesta terça-feira (27), um marco que coincide com os crescentes temores de que a epidemia possa se espalhar para mais países africanos. O último relatório de situação do instituto de saúde pública do Congo indicou que o número de casos chegou a 10.060, com o número de mortos pelo vírus atingindo 4.887.

O surto, causado pela rara cepa Bundibugyo do Ebola, foi anunciado em meados de maio e, desde então, tornou-se o maior e mais letal já registrado no Congo, superando a epidemia de 2018 a 2020. Atualmente, é o segundo maior e o segundo mais letal já registrado, ficando atrás apenas do surto de Ebola na África Ocidental de 2014 a 2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou mais de 11.000, principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Entenda o Ebola em 7 pontos

Neste mês, o Quênia registrou seu primeiro caso e chegou a anunciar nove casos no total, depois que um homem que havia viajado do Congo passando por Uganda faleceu em Nairóbi. Na semana passada, a Nigéria tornou-se o quarto país africano a registrar um caso de Ebola.

Autoridades de saúde têm procurado apurar como e onde a paciente — esposa de um diplomata suíço, que não havia viajado para o Congo — contraiu a doença. O governo suíço afirmou que acredita-se que ela tenha contraído a doença em Uganda.

A mulher e seu marido foram transportados de avião para hospitais na Suíça na segunda-feira (26). Uganda registrou 20 casos em maio e junho, a maioria importada do Congo, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o país livre do Ebola em agosto.

Autoridades ugandenses afirmam que o país não tem nenhum caso de Ebola. O ministro da Saúde de Uganda disse no domingo que os cidadãos ugandenses que retornassem ao país com histórico de viagem ao Congo ficariam em quarentena por 21 dias.

Publicação Original G1 g1.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →