É possível ver a própria morte? Mulher recorre à hipnose e relembra sua experiência perto do fim; o que ela viu comoveu os médicos

É possível ver a própria morte? Mulher recorre à hipnose e relembra sua experiência perto do fim; o que ela viu comoveu os médicos - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Estudo de um caso ocorrido em 2024, publicado na revista EXPLORE, detalhou as experiências de quase morte de uma mulher, cujo nome não foi revelado, depois que ela teve complicações nparto. Banana: veja truque caseiro para conserva-las e prevenir que escureçam

'Rosto Ozempic': com aumento de medicamentos para perda de peso, indústria de cosméticos corre para tratar efeitos colaterais A paciente engravidou em 2012 e tomou conhecimento de uma complicação durante uma consulta com o radiologista.

Ela tinha placenta prévia total, condição em que a placenta bloqueia o colo do útero. O radiologista optou por um tratamento conservador para verificar se a placenta se deslocaria espontaneamente, mas afirmou que, caso contrário, seria necessária uma cesariana.

Enquanto pesquisava sobre o problema, ela revelou que teve uma premonição, como se estivesse "assistindo a um filme" na tela do computador, ela se viu na mesa de cirurgia enquanto os médicos a operavam. Segundo ela, viu o marido segurando o filho recém-nascido enquanto o sangue se acumulava no chão.

"Eu não tinha certeza do porquê de estar vendo aquilo", disse ela, "mas imediatamente senti que a 'visão' era real." As premonições continuaram, e mostravam que ela teria uma placenta acreta, condição em que a placenta se funde ao colo do útero e exigiria uma histerectomia.

A paciente buscou aconselhamento de sua equipe médica e, ela decidiu que no prontuário dela tinha que adicionar sangue extra e um carrinho de emergência para complicações durante o parto. E as premonições dela, infelizmente, se realizaram.

Poucos dias antes da cesariana agendada, a paciente foi levada às pressas para o hospital com sangramento e precisou ser internada para o parto. Ela sofreu uma embolia de líquido amniótico que levou a complicações de coagulação e causou hemorragia.

Ela desenvolveu placenta acreta e precisou de uma histerectomia. Recebeu 60 unidades de sangue e foi colocada em coma induzido.

Recordando os acontecimentos A paciente se recuperou e encontrou seu filho recém-nascido.

Depois da alta, procurou um terapeuta de regressão hipnótica para tentar dar sentido às suas premonições. Anda dormindo mal? Novo estudo mostra que alguns hábitos de sono podem sinalizar um tipo específico de depressão

As sessões a levaram para a sala de cirurgia. Ela conseguiu se lembrar de detalhes que uma pessoa em sua condição não deveria ter percebido.

Entre os relatos, estava o de que, enquanto um médico conhecido inseria o tubo de respiração nela e repetia sem parar "isso não pode estar acontecendo, isso não pode estar acontecendo", foi um médico diferente que realizou o parto do bebê que ela esperava. Ela se lembrou de como seu peito se elevou da cama pouco antes da parada cardíaca e que ela estava perdendo tanto sangue que os paramédicos precisaram de um segundo dreno.

Ela também se lembrava exatamente de qual enfermeira começou as compressões torácicas, que a enfermeira que apertou o botão de emergência era morena e que havia dois carrinhos de emergência na sala de cirurgia em vez de um. Mais tarde, ela decidiu corroborar as informações e levou as gravações de sua sessão para a equipe médica que a auxiliou durante o parto.

Os médicos confirmaram todas as informações e ainda explicaram que os dois carrinhos foram necessários porque o primeiro apresentou defeitos. "Quando ela descrevia o que via fora do corpo, o que observava com a equipe e a conversa que estava acontecendo, não havia como ela ter ouvido aquilo em seu estado", disse o obstetra-ginecologista da paciente.

Voz do Lula: entenda por que está mais rouca e o que o presidente está fazendo para melhorar O estudo de caso é apenas isso, uma única anedota que não pode ser generalizada para as experiências de todas as pessoas que sofreram uma parada cardíaca, entretanto, estudos revelam que cerca de 10 a 12% das pessoas que estiveram perto da morte por parada cardíaca ou comprometimento grave da função nervosa se lembram de uma experiência de quase morte.

Entender como alguém à beira da morte pode estar ciente de tanta coisa acontecendo ao seu redor é algo que cientistas e especialistas ainda tentam entender, mas estudos, como este caso, encontram curiosas consistências entre os pacientes que sobreviveram para contar a história de sua "morte".

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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