O chefe do departamento de estatística do Banco Central (BC), Fernando Rocha, disse, nesta segunda-feira (26), que ainda é cedo para prever o impacto da forte alta do dólar nas contas externas. A moeda americana sobe 9% hoje, reagindo à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por volta das 14h20, a moeda era negociada por R$ 5,43. Em apresentação dos dados das transações correntes divulgados nesta segunda-feira (26), Rocha disse que parte da depreciação do real em relação à moeda dos Estados Unidos pode ser "devolvida", e que é necessário um efeito mais permanente para avaliar os efeitos na economia brasileira.
Rocha disse que, com poucas horas desde a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas contra seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ainda é cedo para saber os efeitos. "Para que uma variação na taxa de câmbio [...] tenha algum impacto nas contas externas do país, e ingressos líquidos de câmbio nos investimentos de portfólio ou impacto na demanda por serviços, precisamos que ela seja percebida como mais permanente", afirmou Rocha.
"A gente não deve esperar, no balanço de pagamentos do Brasil como um todo, uma mudança mais brusca de determinada variável. É muito cedo para estimar um impacto hoje", acrescentou.
O dólar à vista registra valorização expressiva nesta segunda-feira, podendo encerrar o dia com uma das maiores altas frente ao real desde a adoção do câmbio flutuante, em 1999. O movimento reflete a frustração dos agentes do mercado com a reeleição do presidente.
Chefe do departamento de estatística do Banco Central (BC), Fernando Rocha Divulgação/BC
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