O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), se reuniu nesta terça-feira (3) com o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. Em pauta, a ação movida pelo PSD Nacional que tenta garantir a realização de um segundo turno no estado.
O encontro consta na agenda pública do ministro e estava previsto para as 16h, com a presença do advogado Rodrigo Mudrovitsch. Relator da PEC da Segurança apresenta parecer sem redução da maioridade penal
SP: Pedido de impeachment contra prefeito Ricardo Nunes é rejeitado por Comissão Especial da Câmara No processo sob relatoria de Zanin, os autos estão com vista para parecer da Advocacia-Geral da União (AGU).
O ministro já indicou que também pretende ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR). No centro da disputa estão duas interpretações opostas sobre o resultado da eleição em primeiro turno.
O PSD discorda do entendimento do TSE: a legenda defende que os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) sejam anulados, mas sem a retotalização dos votos válidos entre os demais candidatos. Na prática, dessa forma, Ruas ficaria com menos de 50% dos votos apurados, o que levaria a disputa para o segundo turno contra Eduardo Paes (PSD).
Eduardo Paes em agenda na Rocinha Marcia Foletto
O ex-prefeito da capital fluminense, inclusive, decidiu se manifestar nas redes sociais pela primeira vez nas últimas semanas e fez coro aos pedidos por segundo turno. "A decisão do eleitor do Rio no primeiro turno não foi por ele eleger qualquer candidato, foi por ter segundo turno.
E a Constituição, gente, é muito clara: sem maioria absoluta, tem segundo turno. É isso que o PSD está pedindo ao Supremo Tribunal Federal.
A Justiça Eleitoral já tem eleições suplementares previstas para o dia 6 de dezembro em outros lugares do país. Eu, obviamente, vou respeitar a decisão do STF, seja ela qual for, mas acredito que o bom direito está do nosso lado.
E essa não é uma ação sobre uma candidatura ou um candidato ou outro. É preciso respeitar a vontade das urnas expressas no dia 4 de outubro", disse.
Pela manhã, Douglas Ruas reforçou que pretende executar o plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral na campanha, chamado de "Rio Real". Ele também criticou a investida do PSD no STF para tentar forçar o segundo turno:
"A gente tende a lamentar movimentos que tentam insurgir a população contra a Suprema Corte, querendo mudar o resultado já proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Realmente, é um afronto à Justiça Eleitoral, dessa maneira que nós vimos.
As eleições de 2026 já se encerraram em todo o território nacional", falou. Na manhã desta terça, Ruas anunciou mais três nomes para o primeiro escalão da futura gestão.
A socióloga Maria Gabriela Bessa, que já coordena a equipe de transição, vai assumir a Casa Civil e Governança. A vice-governadora eleita, Fernanda Louback, ficará à frente da Secretaria de Inclusão e da Mulher.
Já Anderson Monteze será o secretário de Planejamento, Gestão e Inovação. O governador eleito adiantou ainda que pretende extinguir as secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar, unificando o comando das corporações na Secretaria de Segurança Pública.
A medida retoma o modelo histórico adotado no Rio antes dos governos de Cláudio Castro e de Wilson Witzel, este último responsável por separar as pastas no primeiro dia de mandato, em 2019.
CBN