O deputado Douglas Ruas (PL), candidato ao Governo do Rio, participou nesta terça-feira de uma sabatina no RJ1, da TV Globo. Durante a entrevista, ele foi questionado sobre uma troca de elogios feita com o ex-governador Cláudio Castro, do qual foi secretário de Cidades por quase três anos e, mesmo assim, faz críticas à gestão, principalmente nas áreas de Segurança Pública e Educação.
Ao vivo: STF julga se abre investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens com Vorcaro Com nova pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula no segundo turno pela primeira vez Os elogios foram trocados no início do ano, quando a chapa de campanha de Ruas ainda estava sendo formada. O primeiro deles foi publicado por Castro em fevereiro nas redes sociais: "Está preparado para dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado", referindo-se ao correligionário. No mês seguinte, em meio a notícia de saída de Castro, Ruas compartilhou: "Construiu um ciclo de desenvolvimento e planejamento em todo o estado". Na sabatina, o candidato foi questionado se houve arrependimento em relação ao elogio. — No que diz respeito ao desenvolvimento e aos investimentos em infraestrutura, eu não mudo minha opinião. [...] Em 2022, fui eleito deputado estadual e me dediquei a levantar voz em favor dos municipios fluminenses menos favorecidos financeiramente. Quando eu tive a oportunidade de assumir uma pasta responsável por levar investimentos em infraestrutura para essas cidades, eu não pensei duas vezes — respondeu Ruas.
O candidato também precisou responder sobre os mais de 5700 funcionários atuais na Alerj, órgão no qual é presidente desde abril. O número estaria na contramão dos cortes de gastos do estado. — Desde que eu assumi a Alerj, não criei nenhum cargo novo. E esse não é o grande problema do crescimento da despesa do estado do Rio de Janeiro. Dentro da competência da presidência não foi verificado nenhum excesso de cargos. O que acontece no poder legislativo é que os deputados tem autonomia pra nomear dentro de seus gabinetes e eles podem desmembrar os cargos em até 40 cargos. E não cabe a presidência da Alerj interferir nisso — explicou.
Durante a fala, Ruas também elogiou Flávio Bolsonaro (PL), a quem se referiu como "futuro presidente" e aproveitou para criticar o adversário dele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca reeleição. Ao comentar sobre políticos condenados por irregularidades, ele exemplificou que Lula deveria ter sido "banido da política".
O Globo