Com a alta do dólar um dia depois da reeleição do presidente Lula para mais um mandato de quatro anos, quem está planejando viajar para o exterior nas próximas férias pode precisar rever o orçamento. A valorização da moeda americana encarece despesas como alimentação, passeios e compras, principalmente para quem ainda não comprou a moeda ou não pagou todos os gastos da viagem.
O dólar turismo acompanhou todo esse movimento nesta segunda-feira. Na casa de câmbio SP Mundi, em São Paulo, a moeda foi negociada a R$ 5,89, uma alta de 7,09% em relação ao fechamento de sexta-feira (R$ 5,50).
O euro foi cotado a R$ 6,60, um aumento de 10,18% em relação ao fechamento anterior, quando ficou em R$ 5,99. @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
Na Casa Aliança, no Rio de Janeiro, o dólar turismo valia R$ 5,79, registrando um aumento de 8,63% em relação a sexta-feira (R$ 5,33). Já o euro turismo subiu 8,67% em relação a sexta-feira (R$ 6,00), negociado a R$ 6,52 nesta segunda-feira.
Na RJ Câmbio, o dólar turismo fechou a R$ 5,30 na sexta-feira e subiu para R$ 5,77 hoje, um aumento de 8,87%. O euro, que era cotado a R$ 6,05 na sexta-feira, foi a R$ 6,53 nesta segunda-feira, alta de 7,93%.
Segundo o operador da RJ Câmbio Juliano Rodrigues, a dica é aguardar a estabilização para organizar as despesas com mais tranquilidade e aproveitar as férias sem comprometer tanto o orçamento. – O ideal é aguardar até se estabilizar; tudo indica que vai se manter em alta.
Com a vitória do novo presidente, o dólar teve um aumento de cerca de 9% em relação ao valor de sexta-feira, quando estava em R$ 5,30, chegando a R$ 5,77 hoje. Faz uma diferença enorme.
O momento é de aguardar, não acredito que vá cair. É melhor esperar virar o ano e observar a movimentação do governo para o ano que vem – avalia.
Juliano aconselha a quem planeja viajar para o exterior, dividir a compra de dólares em diferentes momentos como estratégia conhecida como "Compra Média". Segundo ele, em vez de adquirir todo o valor de uma só vez, o viajante compra uma parte agora e deixa o restante para mais perto da viagem.
Se a cotação cair, terá a oportunidade de adquirir a moeda por um preço menor, reduzindo o custo médio da operação. Apesar da estratégia, ela não garante economia, pois se o dólar subir à medida que a viagem se aproxima, a nova compra poderá sair mais cara.
No entanto, ajuda a evitar que todo o dinheiro seja adquirido em um único momento desfavorável. – Se você tem R$ 2.000 para comprar dólares para uma viagem, uma estratégia é dividir a compra em partes, em vez de adquirir tudo de uma vez.
Por exemplo, você pode comprar R$ 1.000 agora e deixar os outros R$ 1.000 para mais perto da viagem. A ideia é não depender de uma única cotação e tentar conseguir um preço médio mais vantajoso.
Para quem vai viajar, o objetivo é comprar os dólares pelo menor custo possível – explica.
Folha de Pernambuco