Papéis da fabricante de Jaraguá do Sul (SC) subiram até R$ 44,53 no primeiro pregão após o segundo turno, sustentados pelo dólar a R$ 5,40 e pelas demandas global em data centers e baterias As ações da WEG (WEGE3) fecharam em alta de 4,1% nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais, em um dia em que o Ibovespa recuou 13,88%, aos 176.608,23 pontos, na maior queda percentual desde março de 2020.
A fabricante de motores e equipamentos elétricos de Jaraguá do Sul ficou entre as poucas companhias da bolsa brasileira a encerrar a sessão no campo positivo. A reação do mercado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que venceu o senador Flávio Bolsonaro, levou a B3 a acionar o circuit breaker no início do pregão.
Na mínima do dia, o índice chegou a cair 17,34%. O dólar comercial subiu 8,21% e fechou a R$ 5,4029.
Durante a manhã desta segunda-feira (26) os papéis WEGE3 chegaram a subir mais de 6%. Perto do meio-dia, apenas seis ações do Ibovespa operavam em alta, todas de exportadoras beneficiadas pela disparada do dólar: Suzano, Embraer, Vale, WEG, Klabin e Bradespar.
A receita em moeda estrangeira explica parte do movimento. No terceiro trimestre, o mercado externo respondeu por 62,5% do faturamento da WEG, a maior participação na história da companhia.
As vendas na América do Norte cresceram 31,1% em dólares, puxadas por transformadores para a rede elétrica dos Estados Unidos e por geradores de energia de reserva para data centers. A empresa também amplia a atuação em sistemas de armazenamento de energia por baterias e em equipamentos para a transição energética, frentes apontadas pelo BTG Pactual como avenidas de crescimento.
O desempenho contrasta com a semana anterior, quando a WEG liderou as perdas do Ibovespa após divulgar lucro de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, abaixo do consenso de R$ 1,71 bilhão compilado pela LSEG.
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