Dólar à vista avança 8,2%, maior alta diária desde 1999, com vitória de Lula

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Fonte da notícia: Valor Valor

O dólar à vista registrou valorização expressiva nesta segunda-feira, encerrando o dia com a maior alta frente ao real desde janeiro de 1999. O movimento refletiu a frustração dos agentes do mercado com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A maior parte do mercado estava posicionada para a vitória de Flávio Bolsonaro e projetando um ajuste fiscal com o possível mandato do atual senador como presidente. Além de os investidores terem feito apostas favoráveis aos ativos brasileiros, havia um menor prêmio de risco embutido no câmbio relacionado endividamento público do país.

Com a virada surpreendente de Lula, o horizonte se tornou outro. Por isso, hoje mecanismos de “stop-loss” foram acionados e o risco voltou ao preço.

Quem aproveitou a alta de hoje foi o exportador com caixa no exterior. Houve relatos de internalização de capital, com empresas exportadoras fazendo a contraparte da busca por dólar, o que ficou evidente no dólar casado, a diferença em pontos entre a cotação do dólar futuro e do dólar à vista.

Encerradas as negociações desta segunda-feira, o dólar à vista fechou negociado em alta de 8,21%, a R$ 5,4027, depois de ter encostado na máxima de R$ 5,6048 pela manhã. Houve duas travas de negociações batidas pelo dólar futuro na B3.

Uma no nível de 8,4% no mercado futuro e outra em 12%. No caso do euro comercial, a valorização de hoje foi a maior observada desde o início da compilação dos dados de euro pelo Valor, em 2014, em apreciação de 8,04%, a R$ 6,0386.

O dia foi também de superlativos no volume de negociações dos mercados futuros. Na B3, até as 17h25, o volume negociado nos contratos mais líquidos do dólar cheio e dólar mini rondava US$ 75,3 bilhões, podendo se tornar até o fechamento, às 18h30, o segundo dia de mais negociações desde 19 de dezembro de 2024, quando o dólar bateu a máxima intradiária nominal história, de R$ 6,30 (na data foram negociados US$ 90,3 bilhões).

No exterior, houve intenso volume de negociação, com a plataforma CME Group batendo o recorde em negócios diários, a US$ 4,5 bilhões no início da tarde.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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