Dois marinheiros do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, que está em escala na Tailândia, foram enviados de volta ao navio após se envolverem em uma briga por embriaguez, informou a polícia local nesta sexta-feira. Pesadelo logístico: Ataques do Irã a bases do EUA obrigam navios americanos a percorrer 3,5 mil ou 5,9 mil km para abastecer Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no Whatsapp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países As forças de segurança foram alertadas sobre uma "pequena briga" envolvendo os militares na madrugada de quinta-feira, perto da Walking Street, centro da vida noturna de Pattaya, afirmou o coronel Anek Srathongyoo, chefe da polícia da cidade. — Os marinheiros estavam bêbados e brigando, fazendo muito barulho — disse. Ele classificou o incidente como "insignificante" e afirmou que os moradores chamaram a polícia apenas para evitar que a situação se agravasse. Os militares, cujas identidades não foram divulgadas, não foram acusados de nenhum crime porque, segundo Anek, não violaram nenhuma lei tailandesa.
Alívio: Novo porta-aviões americano chega ao Oriente Médio para aliviar a pressão sobre o USS Abraham Lincoln A chegada do porta-aviões despertou o interesse da imprensa internacional após o navio atracar na Tailândia na quarta-feira com sinais visíveis de ferrugem por toda a extensão do casco. Segundo a Marinha americana, a embarcação passou 286 dias no mar desde que deixou sua base em San Diego, em novembro do ano passado, incluindo meses de operações de combate e bloqueio contra o Irã no Oriente Médio. Especialistas afirmam que o desgaste é esperado após uma missão tão prolongada. Carl Schuster, ex-capitão da Marinha dos Estados Unidos que serviu em três ocasiões a bordo de porta-aviões da classe Nimitz, como o Lincoln, disse à CNN que a ferrugem na linha d'água não é incomum em embarcações que passam mais de 60 dias consecutivos em operações no mar. Segundo ele, a remoção completa da ferrugem exigiria cerca de 30 dias de trabalho de manutenção. O navio atracou no porto de Laem Chabang, ao sul de Bangkok, para uma parada prevista de vários dias, que deve permitir à tripulação seu primeiro período completo de descanso após a longa missão. Durante a escala, porém, a prioridade deve ser dada a reparos considerados mais urgentes. O desgaste da embarcação não foi o único problema associado à longa operação. O período no mar também foi marcado por relatos de queda na moral da tripulação, escassez de suprimentos e pelo menos dois casos de marinheiros que teriam tentado suicídio ao se jogar no mar. Crise a bordo de um porta-aviões americano: Marinheiros exaustos, problemas de saúde mental e escassez de alimentos Trump rejeitou as preocupações sobre a duração da missão e afirmou que o período de permanência no mar "não foi nem de longe longo o suficiente". A escala também colocou Pattaya no centro das atenções. A cidade é um popular destino turístico entre estrangeiros e conhecida por sua vida noturna, incluindo o turismo sexual. Antes da chegada do navio, as autoridades lançaram uma campanha de repressão contra profissionais do sexo, embora tenham negado que a ação estivesse relacionada à visita dos marinheiros. Segundo o chefe de polícia, nenhum outro incidente relevante havia ocorrido desde que o navio atracou. Uma massagista local afirmou que a cidade esteve mais tranquila do que em escalas militares anteriores. Nattakamol Chartmontri, que trabalha em Pattaya há vários anos, contou que muitos dos marinheiros pareciam ser "jovens, bem-comportados e respeitosos com as regras". Do tamanho de três Maracanãs: Saiba tudo sobre porta-aviões gigante enviado pelos EUA para o Oriente Médio No mês passado, parlamentares democratas americanos pediram uma investigação sobre as condições a bordo do porta-aviões após relatos de escassez de alimentos, problemas de encanamento e crises de saúde mental. As preocupações sobre as condições da embarcação também alimentaram críticas à prolongada guerra de Trump contra o Irã, embora o Lincoln tenha sido substituído no Oriente Médio pelo USS George Washington.
O Globo