Dispositivos de lançamento foram encontrados perto de linhas de transmissão de alta voltagem em uma estação elétrica ao sul de Dusseldorf, no oeste da Alemanha, informou a empresa RWE nesta sexta-feira. Foi o terceiro incidente do tipo nesta semana no país, elevando o estado de alerta quanto à segurança de infraestrutura vital. Leia também: Enviados de Trump visitarão Rússia e Ucrânia no fim de semana, diz agência Rússia anuncia fechamento de centros alemães em resposta a acusações de ataques Ataque da Rússia com drones deixa 10 feridos em prédio de Kiev A operadora de energia disse estar trabalhando em coordenação próxima com o setor e que o incidente não afetou o funcionamento da rede. No domingo, a Alemanha terá eleição regional, no estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país. E o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), considerado próximo à Rússia, está na liderança das pesquisas. O Ministério do Interior da Alemanha disse “não ser coincidência” a ocorrência de “ataques híbridos” na véspera da eleição. O jornal alemão Bild e outros veículos de imprensa no país reportaram que os lançadores foram encontrados em Dormagen, ao sul de Dusseldorf, e eram similares aos encontrados na subestação de Bergheim, onde artefatos explosivos foram lançados contra linhas de transmissão causando um curto-circuito na rede. Não houve apagão, mas o incidente de Bergheim cortou 4.200 megawatts da capacidade de geração no local na última terça-feira.
O jornal Bild relatou que um homem assumiu a responsabilidade pelas duas tentativas de atentado em uma mensagem por escrito, na qual teria revelado a própria identidade, mas não estaria claro se ele também foi o responsável pela consumação dos ataques.
A polícia de Colônia, que fica na mesma região, disse á Reuters ter conhecimento da carta, mas não forneceu detalhes adicionais enquanto transcorre a investigação.
Nesta semana, a Alemanha responsabilizou a Rússia por uma tentativa de ataque com drone, no mês passado, a um cargueiro da Ucrânia no aeroporto de Leipizig, no leste do país, no que seria, segundo Berlim, uma estratégia de ataques híbridos para intimidar e dividir os países que têm apoiado o esforço de guerra de Kiev contra Moscou desde 2022.
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