Oli Sykes vai subir ao palco do Rock in Rio neste sábado como vocalista de uma das principais bandas de metal da atualidade. Mas, antes de encarar o Palco Mundo, às 21h20, o cantor britânico de 39 anos já fez uma trajetória menos previsível no Brasil: casou-se com uma brasileira, passou a morar no interior e no litoral de São Paulo, tirou CPF, regularizou sua permanência no país, teve filhos gêmeos e passou a frequentar até blocos de Carnaval. A relação, que começou pela vida pessoal, acabou se misturando também à história recente do Bring Me The Horizon.
O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO Rock in Rio 2026: Acompanhe o primeiro dia do festival em tempo real Sykes é casado desde 2017 com a modelo brasileira Alissa Salls, que também construiu carreira musical sob o nome Alissic. Os dois se conheceram quando ela trabalhava como modelo em um projeto da Drop Dead Clothing, marca de roupas criada pelo músico. Depois do casamento, o Brasil se tornou presença frequente na rotina do casal. Durante a pandemia, os dois passaram uma longa temporada no país, e Sykes revelou que havia comprado uma casa em Taubaté, no interior paulista. Mais tarde, o litoral norte entrou no mapa do casal: em entrevista recente ao GLOBO, o cantor falou de sua casa na região de Ubatuba. Minicâmera analógica, fone de ouvido, carregador, intercâmbio e peças de roupa: veja os brindes distribuídos no Rock in Rio A adaptação foi além do endereço. Em 2021, Sykes exibiu nas redes sociais seu CPF e brincou que estava se sentindo cada vez mais brasileiro. Contou também que tinha uma conta no Mercado Livre e que mandioca e arroz com feijão estavam entre seus hábitos alimentares. Dois anos depois, apareceu com a Carteira de Registro Nacional Migratório, consolidando oficialmente sua ligação com o país. A vida brasileira ganhou um novo capítulo em julho de 2025, quando Sykes e Alissa tiveram gêmeos, uma menina e um menino. Desde então, o cantor passou a aparecer também em registros da rotina familiar no país. No Carnaval deste ano, foi fotografado em um bloco no interior de São Paulo com um dos filhos no colo. A escolha de passar temporadas no Brasil não parece ser apenas uma questão familiar. Em entrevista anterior, Sykes explicou que encontrou por aqui uma velocidade de vida diferente da que experimentava na Inglaterra. Para o cantor, estar longe da rotina da banda e próximo da praia funciona como uma forma de se desligar da persona do astro de rock. Em conversa recente com o GLOBO, ele resumiu a mudança dizendo que o Brasil é “um lugar mais tranquilo, ótimo para se criar os filhos”. Essa ligação particular com o país também acompanha a ascensão do Bring Me The Horizon por aqui. Quando a banda tocou no Circo Voador, no Rio, em 2016, Sykes se surpreendeu com a intensidade dos fãs. Desde então, o grupo passou pelo Lollapalooza e, em 2024, lotou o Allianz Parque, em São Paulo, com mais de 50 mil pessoas — apresentação que acabou registrada no filme “Bring Me The Horizon: L.I.V.E. in São Paulo”, lançado nos cinemas em 2026. O próprio grupo tratou aquela noite como o maior show de sua carreira. Não é pouca coisa para uma banda que nasceu em Sheffield, na Inglaterra, em 2004, tocando um metal muito mais extremo do que o som que apresenta hoje. Ao longo de duas décadas, o Bring Me The Horizon incorporou elementos de rock alternativo, eletrônica, pop e música industrial sem abandonar o peso que o colocou na programação de festivais de metal. No Brasil, essa mistura encontrou um público especialmente receptivo — e o próprio Sykes já admitiu que a conexão com os fãs brasileiros se tornou algo particular. Agora, o encontro acontece no principal festival de música do país. O Bring Me The Horizon toca no Palco Mundo às 21h20, antes do Avenged Sevenfold, que encerra a noite. No mesmo palco estarão Sepultura e mgk. Para Sykes, será mais uma apresentação no Brasil; para o cantor que já tem CPF, casa, família e até lembranças de Carnaval por aqui, será também uma espécie de retorno para casa.
O Globo