O Tesouro Nacional publicou nesta terça-feira (3) que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) deve alcançar 83,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro, alta de 5,1 pontos percentuais ante o mesmo mês do ano anterior. Segundo as projeções, a relação dívida/PIB deverá subir anualmente até atingir o pico de 89,7% em 2030, entrando em trajetória de queda nos anos posteriores.
As informações constam na 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União (RRFU). O relatório mostra que, de 2026 a 2030, os juros nominais serão o principal fator de elevação da dívida.
A conta de juros vai aumentar a relação dívida/PIB em 8,4 pontos percentuais neste período. As demais emissões líquidas da dívida aumentarão em 0,7 ponto percentual.
Do lado das quedas, o deflator do PIB reduzirá a alta em 3,9 pontos percentuais, segundo o Tesouro. O PIB real terá impacto negativo de 2,1 pontos percentuais.
A equipe econômica vê ainda que o resultado primário de 2026 a 2030 fará uma redução de 0,5 ponto percentual na dívida bruta. As projeções apresentadas utilizam o mesmo conjunto de hipóteses macroeconômicas e fiscais adotado no cenário central do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (PLDO) de 2027.
Após atingir 89,7% do PIB em 2030, a dívida entrará em trajetória de queda nos anos seguintes, segundo as projeções, e cairá para 86,3% em 2036, ou 2,6 pontos percentuais a mais do que o estimado para 2026, ou 10 anos antes. Segundo o Tesouro, alterações na taxa básica de juros afetam diretamente o custo da dívida pública.
"A elevação do resultado primário em 0,5% do PIB ao longo do horizonte de projeção reduziria a DBGG de 86,3% para 81,1% do PIB em 2036, enquanto o movimento contrário a elevaria para 91,5% do PIB", disse o relatório.
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