Dívida pública federal atingiu R$ 9,3 trilhões em setembro de 2026

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 9,3 trilhões em setembro, aumento de 0,97% em relação ao mês anterior, segundo o Relatório Mensal da Dívida (RMD) publicado nesta quinta-feira (29/10) pelo Tesouro Nacional. De acordo com a pasta, a variação é justificada pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 89,46 bilhões, e pela emissão líquida, no valor de R$ 76 milhões.

Com esses dados, o estoque da dívida pública federal ficou fora dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, com variação de R$ 9,7 trilhões a R$ 10,3 trilhões no ano. O prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública se manteve em 4,10 anos, fora do intervalo estipulado pela PAF 2026 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).

Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (13,75% ao ano). Em setembro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:

O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras. O estoque passou de 31,22% em agosto para 31,33% em setembro.

A participação da Previdência Social na DPF saiu de 22,63% para 22,41%. A reserva de liquidez da dívida pública aumentou em setembro em comparação a agosto.

O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC). O colchão aumentou 5,33%, passando de R$ 1,20 bilhão para R$ 1,27 bilhão.

Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 7,71 meses de vencimentos de títulos.

Publicação Original Metropoles metropoles.com
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