Distribuidora remove 'gatos' de luz de comércios em Niterói e Maricá

Distribuidora remove 'gatos' de luz de comércios em Niterói e Maricá - Foto
Fonte da notícia: Extra Extra

Dois estabelecimentos comerciais em Niterói e um em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, tiveram ligações diretas na rede elétrica, os chamados “gatos”, removidas na terça-feira (3) por equipes da Enel Rio. Segundo a concessionária, o dono de uma barbearia niteroiense e o de uma distribuidora de bebidas e gelo de Maricá foram presos em flagrante por furto de energia, e o proprietário de um restaurante de Niterói passou a ser alvo de inquérito policial.

Em Niterói, de acordo com a Enel, a ação contou com policiais civis da 76ª DP e com a Perícia Criminal. As equipes identificaram as ligações diretas em um restaurante e em uma barbearia, ambos no centro da cidade, e os técnicos da distribuidora retiraram as ligações dos dois estabelecimentos.

Os responsáveis foram levados à delegacia. Após avaliação da autoridade policial, o proprietário da barbearia foi preso em flagrante pelo crime de furto de energia, e, no caso do restaurante, foi instaurado inquérito policial.

Ainda segundo a concessionária, foram lavrados os Registros de Ocorrências e Inspeções, que evidenciam as irregularidades. No bairro de Itaipuaçu, em Maricá, também na terça-feira (3), a equipe da Enel Rio esteve acompanhada por policiais da 82ª DP e pela Perícia Criminal.

Foram identificadas ligações diretas em uma distribuidora de bebidas e gelo, e um rolo de cabo de energia foi apreendido no local. Os técnicos da concessionária removeram as ligações do estabelecimento.

O proprietário foi encaminhado à delegacia e preso em flagrante pelo crime de furto de energia. Conforme a Enel, também foi lavrado o Registro de Ocorrências e Inspeções, que evidencia a irregularidade.

Furtar energia é crime e causa riscos A pena prevista para o furto de energia é de um a quatro anos de reclusão.

Com a nova lei sancionada, se o crime envolver cabos de energia, telefonia, dados ou transporte ferroviário e metroviário, a punição pode subir para até oito anos. Quem faz um “gato” de energia também está sujeito a pagar os valores correspondentes ao consumo não registrado durante o período da irregularidade.

Segundo a distribuidora, o furto compromete diretamente a qualidade do serviço e coloca em risco a segurança da população, especialmente de quem manipula a rede elétrica de forma clandestina. A Enel afirma que as ligações irregulares podem causar curtos-circuitos e sobrecargas na rede, além de interrupções no fornecimento de energia.

A estimativa da empresa é que, se não houvesse furto de energia, as tarifas de todos os consumidores da Enel Rio poderiam ser reduzidas em cerca de 5%.

Publicação Original Extra extra.globo.com
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