O diretor de Gestão Administrativa da Eletronuclear, Sidnei Bispo, acusado de assédio moral e racismo por um antigo subordinado, ingressou com uma queixa-crime por calúnia e difamação contra o denunciante e outros dois funcionários que corroboram as acusações. Na ação, Bispo sustenta que as condutas imputadas a ele são falsas e fazem parte de uma campanha de retaliação.
Isso porque, de acordo com a petição, os três funcionários haviam sido afastados de funções de confiança após decisões administrativas atribuídas ao diretor. O documento alega que o trio teria atuado de maneira coordenada para prejudicar sua imagem e reputação profissional.
O diretor afirma ainda que os funcionários recorreram à exposição pública para comprometer sua imagem e pressionar por seu afastamento. Ele questiona o fato de os empregados ampliarem a repercussão das denúncias por meio da imprensa, de sindicatos e de redes sociais, apesar de a ação trabalhista tramitar sob sigilo.
Bispo pede uma retratação pública e reparação por danos morais, além da condenação dos envolvidos. A defesa do diretor também apresentou uma petição para que o trio fosse notificado nesta quinta-feira, data de uma audiência trabalhista sobre o caso em que os funcionários deveriam estar presentes.
A justificativa formal foi aproveitar a presença no local para cumprir as intimações, após tentativas anteriores sem êxito. A prática, no entanto, poderia representar um constrangimento aos depoentes.
O Globo