Dia do Designer Gráfico: como o visual ajuda a construir a identidade da cultura e do entretenimento capixaba

Dia do Designer Gráfico: como o visual ajuda a construir a identidade da cultura e do entretenimento capixaba - Foto
Fonte da notícia: A Gazeta A Gazeta

Pode não parecer, mas o visual é um dos primeiros aspectos que chamam nossa atenção na hora de consumir algo. Como uma vitrine, o design funciona como uma porta de entrada para diferentes produtos e experiências, especialmente no universo do entretenimento, em capas de álbuns, cartazes de filmes e materiais de divulgação de shows e eventos.

No dia 5 de novembro, é celebrado o Dia do Designer Gráfico, profissional criativo que combina textos, imagens, cores, formas e tipografias para comunicar uma mensagem visualmente. Seu papel vai além de causar uma primeira impressão; ele também trabalha na construção de conceitos e identidades visuais capazes de transmitir ideias e provocar sensações.

Apesar de nem sempre ser percebido pelo público, o design está presente em diferentes itens e lugares que vemos no cotidiano. Segundo a designer gráfica e ilustradora capixaba de Vila Velha, Beatriz Sacht, essa presença é constante, ainda que o trabalho por trás das peças nem sempre receba atenção: “Todo mundo vai ser impactado por uma peça gráfica, esteja a pessoa analisando ela ativamente ou não”, afirma.

Para ela, é natural que as pessoas não parem para pensar em todos os profissionais e processos necessários para que determinado produto exista. Uma capa de disco, por exemplo, ajuda a apresentar visualmente o universo de um artista, enquanto a identidade de um festival pode traduzir a proposta do evento antes mesmo de o público conhecer sua programação.

Em sua trajetória, Beatriz participou da terceira edição da revista Movimento Cidade, em 2022, projeto do festival cultural realizado em Vitória. A designer foi responsável pela ilustração da capa e da luva da revista, desenvolvidas a partir do tema daquela edição, “Construir Cidades”.

Outro trabalho que se conecta com essa relação entre design e identidade cultural é o projeto Baía de Vitória: Outras Margens Possíveis, que teve sua identidade visual desenvolvida por Luan Jacinto, designer e graduando em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em parceria com a designer Amanda Lobos.

A iniciativa reúne diferentes linguagens artísticas, conectando os municípios de Vila Velha, Vitória, Cariacica e Serra, para propor um olhar sobre as relações históricas, culturais e ambientais entre esses municípios que margeiam a baía. Essa conexão entre design e cultura também aparece na maneira como o público interpreta os elementos visuais.

“Existe uma relação muito forte com a construção cultural e histórica de um determinado grupo. Essas percepções não surgem do nada, elas estão diretamente associadas à cultura local e ao repertório que a gente constrói ao longo da vida”, afirma Luan. 

De uma capa de álbum à identidade visual de um festival, o design gráfico participa da maneira como a cultura chega ao público. Mesmo quando não está no centro das atenções, o trabalho desses profissionais ajuda a construir a identidade de artistas, eventos e projetos culturais, transformando ideias em experiências visuais.

*Este conteúdo foi produzido por Rafaela Gomes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação do editor Felipe Khoury.

Publicação Original A Gazeta agazeta.com.br
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