Desemprego cai para 5,2% no 3º trimestre, menor da série histórica para o período, diz IBGE

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Fonte da notícia: Valor Valor

A taxa de desemprego no país caiu para 5,2% no terceiro trimestre, o menor para o período de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. O resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ficou abaixo do observado no segundo trimestre (5,4%) e também de igual período de 2025 (5,6%).

No trimestre móvel encerrado em agosto, a taxa foi de 5,3%. A taxa de 5,2% ficou em linha com a mediana das expectativas de 21 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo VALOR DATA, que apontava para uma taxa de 5,2% no terceiro trimestre.

As projeções eram de 5,2% ou 5,3%. No terceiro trimestre, o número de desempregados caiu 4% frente ao segundo trimestre, para 5,6 milhões de pessoas (menos 234 mil).

No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,0 milhões), houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas). A população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) cresceu 0,6% no terceiro trimestre, ante o segundo trimestre, e renovou o patamar recorde, para 103,6 milhões de pessoas.

Frente a igual trimestre de 2025, subiu 1,2% (1,2 milhão de pessoas). O número de empregadores (4,5 milhões) cresceu 4,3% no trimestre (mais 184 mil pessoas) e 6,4% no ano (mais 272 mil pessoas), para recorde de 4,5 milhões.

Houve recorde também no número de empregados no setor público (13,2 milhões), com alta de 1,1% no trimestre e aumento de 2,5% no ano (mais 317 mil pessoas). O mercado de trabalho registrou ainda, no terceiro trimestre, a maior massa de rendimentos e o terceiro maior rendimento médio do trabalhador em toda a série histórica da pesquisa.

A massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) cresceu 1,5% no terceiro trimestre, ante o segundo, e atingiu R$ 387,5 bilhões. O número aponta alta de 4,7% frente a igual período de 2025, com mais R$ 17,5 bilhões.

A renda média dos trabalhadores avançou 1% no terceiro trimestre, ante o segundo trimestre, para R$ 3.790. A diferença é de R$ 37 a mais.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. Este é o terceiro maior valor já registrado nos 15 anos da série histórica da pesquisa, atrás apenas dos trimestres encerrados em março (R$ 3.811) e abril (R$ 3.792) de 2026 e igual ao do trimestre encerrado em fevereiro (R$ 3.790).

Antonio Cruz/ABr

Publicação Original Valor valor.globo.com
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