Desconfie de brinquedos que viralizam: o risco dos squishies

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

As redes sociais impulsionam modismos com enorme velocidade, e eles invadem o universo infantil antes que pais e autoridades consigam avaliar adequadamente sua segurança. E isso é perigoso.

Temos uma nova onda: coloridos, gelatinosos, macios e gostosos de apertar, os brinquedos conhecidos como squishies, especialmente os populares Squishy Dumplings, viraram febre entre crianças e adolescentes. Mas a brincadeira merece atenção.

Na Argentina, autoridades proibiram a comercialização de determinados modelos após análises identificarem concentrações de benzeno até quatro vezes superiores ao limite permitido. O benzeno é uma substância comprovadamente cancerígena, associada especialmente à leucemia.

A exposição prolongada pode trazer graves consequências para a saúde. Isso não significa que todos os squishies sejam cancerígenos.

Os resultados dizem respeito aos produtos analisados, e não há evidências de que todos os brinquedos vendidos no Brasil apresentem essa contaminação. Por aqui, o Inmetro publicou um alerta sobre os riscos desses brinquedos, especialmente quando utilizados de maneira inadequada.

Vídeos nas redes sociais incentivam crianças a aquecê-los no micro-ondas, cortá-los ou perfurá-los para explorar seu conteúdo. Essas práticas podem provocar queimaduras, liberar materiais potencialmente perigosos e causar outros acidentes, como engasgos – alguns tem “bolinhas” dentro.

Como proteger as crianças? Compre brinquedos com selo do Inmetro, identificação do fabricante e indicação da faixa etária.

Evite produtos de procedência desconhecida, especialmente os vendidos sem embalagem ou informações de segurança. Muito cuidado com os vendidos em camelôs e vindos trazidos por contrabando.

Nunca permita que sejam aquecidos, cortados ou perfurados. Descarte brinquedos danificados ou com vazamento do conteúdo interno.

Brinquedos precisam ser divertidos, mas também precisam ser seguros. E a popularidade de um produto nunca deve substituir a informação e a fiscalização.

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