Ganhos de até 22%: veja os FIIs que mais subiram no rali eleitoral

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Fonte da notícia: Info Money Info Money

Os fundos imobiliários surfaram a euforia que tomou conta do mercado financeiro em boa parte do intervalo entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial e acumularam, em média, ganhos de quase 5,5%. Individualmente, os FIIs chegaram a subir 22% no rali eleitoral.Os números fazem parte de um levantamento do InfoMoney com dados da Economatica, plataforma de informações financeiras.

O estudo considera o desempenho dos FIIs que compõem o IFIX — índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados da Bolsa — entre os dias 2 (sexta-feira pré-votação) e 21 de outubro.Das 97 carteiras que fazem parte do indicador, apenas quatro registraram desempenho negativo no período posterior ao primeiro turno da eleição presidencial de 2026, realizado em 5 de outubro.

São elas:Kinea Securities (KNSC11): -0,22%Kinea Unique HY CDI (KNUQ11): -0,73%Riza Arctium (RZAT11): -1,25%Riza Terrax (RZTR11): -3,00%Na outra ponta, o TG Ativo Real (TGAR11) foi o principal destaque do período, com valorização superior a 22%. O Valora Hedge Fund (VGHF11), o VBI Prime Properties (PVBI11) e o Valora Renda Imobiliária (VGRI11) também se destacaram.

Confira o top 10 dos FIIs com melhor desempenho após o primeiro turno:O desempenho positivo, porém, não foi suficiente para eliminar a diferença entre a cotação em Bolsa e o valor patrimonial (espécie de valor justo) da maior parte dos fundos, segundo o indicador preço sobre valor patrimonial por cota (P/VPA).De forma geral, quanto mais próximo de 1 estiver o P/VPA, mais próxima a cotação estará do valor patrimonial por cota.

Acima desse patamar, o FII negocia com ágio; abaixo dele, com desconto. Pelo indicador, o TGAR11, por exemplo, estaria sendo negociado com um desconto de 52% em relação ao valor patrimonial.Para avaliar as causas do desconto — e identificar se o fundo é uma oportunidade ou uma armadilha —, especialistas recomendam ao investidor utilizar mais de um indicador para a análise do FII.

Leia também: Tudo o que você precisa saber para investir em fundos imobiliáriosO que explica o rali dos FIIs?A primeira semana após o primeiro turno das eleições foi a terceira melhor da história para os fundos imobiliários, com alta de 5,4%, refletindo a reação do mercado financeiro ao resultado da votação, que terminou com a vitória parcial de Flávio Bolsonaro (PL), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos.No dia seguinte, os juros futuros — que podem ser medidos pela rentabilidade paga pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto — despencaram, confirmando o otimismo dos investidores com o resultado do primeiro turno.

O gráfico do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2040 dimensiona esse sentimento.De acordo com analistas, para quem investe em FIIs com foco em renda passiva e recorrente, a melhor métrica para dimensionar a atratividade dos fundos é exatamente a diferença entre o dividend yield (taxa de retorno com dividendos) dos FIIs e o rendimento oferecido pelos títulos públicos.

A queda das taxas dos papéis do Tesouro Direto elevou essa diferença, aumentando a atratividade dos fundos.

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