247 – A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e sua chegada aos Estados Unidos motivaram um pedido de investigação à Polícia Federal (PF) para identificar possíveis responsáveis por auxiliar o senador a deixar o país. O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), e o deputado Rogério Correia (PT-MG) acionaram a corporação para apurar a existência de uma estrutura de apoio político e financeiro, mesmo diante de restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a CNN Brasil, a representação pede que sejam investigados possíveis envolvidos na viagem, incluindo o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. O documento também menciona a possibilidade de participação de integrantes dos governos de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Javier Milei, presidente da Argentina.
Um dos principais pontos a esclarecer é como Flávio conseguiu atravessar a fronteira brasileira e entrar em território estadunidense. De acordo com a representação, o senador teria passado pela Argentina com um passaporte italiano e chegado aos Estados Unidos utilizando um passaporte diplomático brasileiro que já estava cancelado.
Parlamentares querem esclarecer logística da viagem Os deputados também pedem que a PF identifique quem financiou a aeronave da empresa Baires Fly utilizada no deslocamento.
A representação solicita, ainda, esclarecimentos sobre a ligação de outro jatinho com Willer Tomaz, advogado investigado no mesmo inquérito que envolve Flávio. Outra linha de investigação envolve a possível atuação de autoridades estrangeiras.
Os parlamentares querem apurar se houve interferência na passagem do senador pela Argentina, onde ele teria recebido escolta policial, e em sua entrada nos Estados Unidos. A aeronave também fez uma escala no Equador.
Além da apuração policial, Uczai e Correia defendem que o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, solicite explicações aos países envolvidos. Eles também pedem o rastreamento dos recursos utilizados na viagem e o acionamento da Interpol por meio de difusão azul, mecanismo destinado à obtenção de informações sobre a localização e as atividades de pessoas investigadas.
Pedido aponta possível rede de desinformação A representação também levanta a suspeita de que uma rede de desinformação tenha atuado para despistar as autoridades brasileiras e dificultar a localização de Flávio Bolsonaro.
Os parlamentares querem que a Polícia Federal identifique os responsáveis pela eventual disseminação coordenada de informações falsas ou contraditórias sobre o paradeiro e os deslocamentos do senador. O pedido busca esclarecer se houve participação de aliados políticos e se a divulgação dessas informações teve o objetivo de prejudicar as investigações.
O documento aponta a possibilidade de crimes como favorecimento pessoal, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e embaraço à investigação. Os deputados pedem que a PF apure se terceiros participaram conscientemente de eventuais irregularidades relacionadas à viagem.
O novo pedido deverá ser encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e à Procuradoria-Geral da República (PGR). No Supremo, já foi solicitada a prisão preventiva do senador e a emissão de alerta vermelho da Interpol.
Brasil 247