Uma mansão centenária em Houston, no Texas, nos Estados Unidos, começou a ser demolida na sexta-feira (30), provocando indignação entre moradores e organizações de preservação histórica. Localizada na Rua Smith, a propriedade conhecida como mansão Kirby poderá dar lugar a um posto de gasolina com loja de conveniência, segundo informações da organização Preservation Houston à imprensa local.
Com 1.858 metros quadrados, o imóvel é um dos últimos exemplares do estilo arquitetônico Tudor Revival ainda existentes na cidade e um dos remanescentes do antigo bairro de South End. Apesar de sua importância histórica, a construção não possui reconhecimento oficial como patrimônio protegido, o que facilitou sua demolição.
Imóvel pertenceu a magnata da madeira A casa original foi construída em 1894 por J.
S. Price e posteriormente adquirida pelo empresário John Henry Kirby, magnata da indústria madeireira.
Ele reconstruiu a propriedade no mesmo terreno, dando origem à mansão que começou a ser demolida mais de um século depois. A organização sem fins lucrativos Preservation Houston tentou negociar com os novos proprietários alternativas para preservar o imóvel, mas não obteve resposta.
A propriedade foi adquirida por volta de 1º de outubro pela empresa OB Texas Properties LLC, que tem Omair Bashir como agente registrado. — Gostaríamos que o proprietário tivesse sido transparente sobre os planos para a propriedade e estivesse disposto a discutir alternativas de preservação — afirmou Jennifer Kapral, diretora-executiva da organização, ao Daily Mail.
A demolição foi interrompida na sexta-feira, antes de ser concluída, por motivos ainda desconhecidos. Kapral levantou a possibilidade de que a paralisação esteja relacionada à ausência de uma autorização adequada.
— Muita coisa já foi perdida — disse à Houston Public Media. Moradores também lamentaram o desaparecimento da construção.
Eric Lezias, que vive na cidade, contou ao veículo que conhecia a mansão desde a infância e nunca imaginou que ela seria demolida. Ainda não há confirmação sobre o destino definitivo do terreno.
O Globo