Declínio cognitivo: cinco hábitos a evitar para cuidar do seu cérebro

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Dormir menos de seis horas, manter níveis de estresse elevados por meses e comer grande quantidade de comida várias vezes ao dia são algumas das práticas que o neurologista colombiano Leonardo Bello diz evitar devido aos seus possíveis efeitos no cérebro. 'Rosto Ozempic': com aumento de medicamentos para perda de peso, indústria de cosméticos corre para tratar efeitos colaterais

Entenda: Aspirina pode reduzir em 70% risco de demência em idosos (mas traz risco) O especialista compartilhou, por meio de sua conta no TikTok (@doctorbello), cinco aspectos relacionados ao cuidado com o cérebro que, como explicou, tenta evitar ou manter sob controle.

Suas recomendações incluem hábitos relacionados ao sono, atividade física, nutrição, estresse e aprendizado. Dormir menos de seis horas

Segundo Bello, uma das primeiras práticas que ele evitaria seria dormir menos de seis horas. O neurologista destacou que o repouso desempenha funções relacionadas à reparação do organismo e a processos cerebrais como a memória e a formação de novas conexões.

— Não basta gerar novas conexões cerebrais. Não basta memorizar as coisas importantes que você faz durante o dia — afirmou o especialista.

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O segundo ponto mencionado por Bello está relacionado a produtos comercializados como “oxigenadores cerebrais”. O neurologista afirmou que esses exercícios não cumprem a função que o nome promete e apontou a atividade física como uma alternativa que ele recomenda.

— Hoje, o único oxigenador cerebral é a atividade física, e eu a recomendo — disse ele. Estresse crônico e seus possíveis efeitos

Bello também alertou sobre o estresse crônico, definido como estresse que dura meses devido a problemas persistentes, preocupações ou situações estressantes. Ele explicou que essa condição pode afetar as conexões cerebrais.

O especialista diferenciou esse fenômeno do estresse agudo e descreveu o estresse crônico como "sério, extremamente sério para o cérebro". Segundo explicação dele, a exposição prolongada pode ter efeitos nocivos sobre esse órgão.

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A dieta aparece como o quarto ponto em suas recomendações. Bello destacou que comer grande quantidade de comida e fazer isso várias vezes ao longo do dia pode estar relacionado a alterações na função da insulina.

— Comer muitas vezes ao dia e em grande quantidade gera algo chamado disfunção da insulina — explicou ele. Segundo o neurologista, estudos têm associado esse distúrbio ao declínio cognitivo e à doença de Alzheimer.

Em sua explicação, ele considerou excessivo o consumo de mais de cinco refeições por dia com porções grandes. Mantenha o cérebro aprendendo novas informações

O quinto ponto que Bello destaca não se refere a evitar um comportamento, mas sim a manter o aprendizado ao longo da vida. — Eu nunca parei de estudar — afirmou.

O neurologista esclareceu que não se referia exclusivamente a estudos acadêmicos ou à obtenção de diplomas. Entre as possibilidades, mencionou fazer cursos, aprender idiomas, consumir conteúdo educativo ou adquirir técnicas relacionadas à arte.

— Quando você fornece novas informações ao cérebro, você gera mais conectividade cerebral, você gera mais volume cerebral, e essa é a melhor maneira de enfrentar o envelhecimento e a possível presença de demência — disse Bello.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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