O foco da mensagem dos debatedores desta noite, a partir de 21h20, na TV Globo, está definido por aquilo que é essencial para os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT): "mudança" e " proteção social", respectivamente, de acordo com pesquisa do Instituto Datafolha.
O debate da TV Globo, mediado pelo jornalista César Tralli, é a última oportunidade para que os eleitores vejam os candidatos frente a frente antes do pleito de domingo (25). Na lista dos temas mais citados por quem declarou intenção de votar no senador Bolsonaro no segundo turno estão: mudança e alternância (41%), rejeição ao adversário (31%) e economia e custo de vida (16%).
Já entre os que declaram intenção de votar pela reeleição do presidente Lula, os motivos preponderantes são proteção social e classe (48%), desempenho e legado (22%) e rejeição ao adversário (17%). As respostas, abertas e espontâneas, foram coletadas nos dias 13 e 14 de outubro, em 2.520 entrevistas presenciais em 153 municípios.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pressão da opinião pública em momento tão decisivo pode levar candidatos a reverem posições históricas.
O presidente Lula anunciou, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete no "Jornal Nacional", na quinta-feira (15) que passaria a defender a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos de idade. Essa mudança tem o apoio de 80% dos entrevistados pelo Datafolha.
Em relação à existência de democracia no Brasil, 79% dos eleitores responderam afirmativamente. Entre os lulistas, esse percentual chega a 85%, em comparação com 74% de bolsonaristas que têm a mesma opinião.
Na média de todos os eleitores ouvidos, 50% consideram que a democracia brasileira tem graves problemas. Três em cada quatro brasileiros (76%) defendem a manutenção do mandato de quatro anos para presidente da República, e 59% acreditam que deve haver duração fixa para o mandato de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Atualmente, a nomeação é vitalícia, com aposentadoria compulsória aos 75 anos. Dois em cada três brasileiros (65%) querem o fim das decisões monocráticas (individuais) de ministros do STF.
Valor