De Rui Barbosa a Guaidó: quem são os líderes do exílio que Flávio Bolsonaro citou na carta escrita nos EUA

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Fonte da notícia: Jornal Razão Jornal Razão

Na carta divulgada nesta quarta-feira (28), dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se compara a seis líderes que enfrentaram governos de fora do próprio país ou sob perseguição: o brasileiro Rui Barbosa, o francês Charles de Gaulle, o cubano José Martí e os venezuelanos Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.

“Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele”, escreveu. “Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam.

A história os chamou de outra coisa.” Flávio desembarcou em Miami nesta quarta com a mulher e as duas filhas e diz que vai liderar a oposição de lá.

Veja quem são os nomes citados por ele. Jurista e senador, Rui Barbosa defendeu na Justiça presos políticos do governo do marechal Floriano Peixoto.

Acusado de apoiar a Revolta da Armada, deixou o Brasil em 1893 e, de Londres, seguiu escrevendo contra o arbítrio. Voltou em 1895 e, em 1907, virou a “Águia de Haia” pela atuação na conferência internacional da paz, na Holanda.

Na carta, Flávio diz que Rui “foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade”. Em 1940, com a França ocupada pela Alemanha nazista, o general Charles de Gaulle falou aos franceses pela rádio BBC, de Londres, e organizou a França Livre.

O regime de Vichy, que colaborava com os alemães, o condenou à morte. Em 1944, ele voltou e desfilou em Paris libertada.

Em 1959, assumiu a Presidência da França. Poeta e jornalista, José Martí passou cerca de 15 anos exilado em Nova York, de onde organizou a luta pela independência de Cuba.

Em 1892, fundou o Partido Revolucionário Cubano. Morreu em combate em Dos Ríos, em 1895, e virou o herói nacional de Cuba.

Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó jurou como presidente interino em janeiro de 2019, em Caracas, e foi reconhecido por mais de 50 países, entre eles o Brasil e os Estados Unidos. Em 2023, deixou a Venezuela e recebeu asilo em Miami, a mesma cidade onde Flávio desembarcou nesta quarta.

Candidato da oposição contra Nicolás Maduro em julho de 2024, Edmundo González teve a vitória apontada pelas atas que a oposição reuniu, mas o regime declarou Maduro reeleito. Com um mandado de prisão contra ele, deixou o país em setembro e recebeu asilo político na Espanha.

Líder da oposição venezuelana, María Corina Machado teve 92% dos votos nas prévias de 2023 e foi impedida pelo regime de disputar a eleição. Viveu escondida na Venezuela e, em 2025, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Flávio diz que ela, “mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática”. Na carta, Flávio afirma que vai falar “regularmente” aos brasileiros nos próximos dias e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição “por todos os meios pacíficos e legítimos”.

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