“Foi uma eleição muito estranha”, diz Trump ao se recusar a comentar se Flávio é o presidente legítimo

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Fonte da notícia: Jornal Razão Jornal Razão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusou a dizer nesta quarta-feira (28) se considera Flávio Bolsonaro (PL) o presidente legítimo do Brasil. Ao falar com jornalistas na Base Aérea Andrews, perto de Washington, Trump chamou a eleição brasileira de “muito estranha” e afirmou que o senador e a família foram tratados de forma muito injusta.

Um repórter lembrou que Flávio se declarou o presidente legítimo do país e perguntou se Trump concordava. “Não vou comentar isso, mas sei que demos a ele uma autorização para entrar no país.

Então, vamos ver”, respondeu o presidente americano. “Mas não vou me envolver.

Foi uma eleição muito estranha, isso é certo.” Em seguida, Trump foi questionado sobre por que decidiu liberar a entrada de Flávio e da família nos Estados Unidos.

“Achei que eles foram tratados de forma muito injusta”, disse. Ele repetiu a frase três vezes durante a conversa.

“Eu não tomei partido na eleição, como vocês sabem. Mas, quando vejo algo inadequado, eu aponto.” Perguntado se já tinha falado com Bolsonaro, Trump respondeu que não.

Flávio deixou o Brasil depois da derrota para Lula (PT) no 2º turno e está nos Estados Unidos. Em carta divulgada nesta quarta, o senador se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, denunciou fraude na eleição e pediu à comunidade internacional que não “normalize” o que chama de perseguição política contra ele.

O texto da carta foi alterado depois. A Casa Branca informou que o governo americano vai conceder vistos a Flávio e à família.

Antes, Trump já tinha dito que a eleição no Brasil pareceu “algo tão, mas tão corrupto, algo terrível”, mas que gosta de Lula e se dá muito bem com ele. O vice-presidente Geraldo Alckmin rebateu as críticas do presidente americano.

“Primeiro, não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar.

Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo para o mundo.

De urna eletrônica, de segurança jurídica”, afirmou Alckmin. © Jornal Razão.

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