De judô e muay thai: Ceasa-RJ transforma ‘lixão’ em espaço de artes marciais para atender comunidades do entorno; veja antes e depois

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um espaço que estava abandonado, servindo como ponto de descarte de entulho e lixo, na Central de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), em Irajá, Zona Norte do Rio, foi transformado num Centro de Treinamento de Artes Marciais, entregue pelo governo do estado na manhã de quinta-feira. O espaço, que integra o projeto Geração Ceasa RJ e oferecerá modalidades como judô e muay thai, será destinado ao atendimento de crianças e adolescentes de 25 comunidades do entorno do entreposto, com o objetivo de promover inclusão social, disciplina e bem-estar dos moradores.

Ilha de Búzios: local terá clube exclusivo e hotel de luxo com projeto de R$ 200 milhões Coluna de Thiago Gomide: o estado é um só; a desconfiança, não — Temos uma responsabilidade social com essas comunidades que somam mais de 450 mil pessoas, de nove bairros. Entregamos hoje (na quinta-feira) o nosso primeiro projeto social. Acreditamos que, através do desporto, da educação e da cultura, podemos transformar vidas — pontua o presidente da Ceasa-RJ, Marcelo Corbage. O projeto Ceasa RJ oferecerá aulas de judô, jiu-jitsu, capoeira, muay thai, kickboxing e funcional Divulgação A iniciativa conta com o apadrinhamento de Wallid Ismail, ex-lutador e presidente do Jungle Fight, considerado o maior evento de MMA da América Latina. — Este entreposto da Ceasa é enorme, uma verdadeira cidade. Ter um projeto social aqui é sensacional. Investir no esporte é investir na segurança pública. Faz esses jovens irem para o lado do bem. Por isso, é um trabalho gigantesco em todos os sentidos — observa Wallid. De judô a muay thai O centro de treinamento contará com aulas de judô, jiu-jítsu, capoeira, muay thai, kickboxing e funcional. A expectativa é atender cerca de 260 alunos. As aulas de artes marciais serão de segunda a quinta-feira. Já as sessões de exercícios funcionais serão destinadas aos funcionários da Ceasa. 'Lixão': o espaço que hoje abriga o projeto Ceasa RJ era usado para descarte de resíduos; mais de oito toneladas de lixo foram retiradas do local Divulgação Durante o processo de revitalização e preparação da estrutura do espaço escolhido para abrigar o centro de treinamento, foram retiradas cerca de oito toneladas de resíduos do local. — A viabilização do projeto foi possível graças a parcerias estratégicas entre o poder público e entidades da sociedade civil, destacando-se o apoio institucional da Legião da Boa Vontade (LBV) — explica Corbage.

A cabeleireira e moradora da região Danielle Ferreira, de 37 anos, celebrou a criação do espaço: — Cresci em uma comunidade e tive aulas de capoeira. Sei o impacto que ela teve na minha vida, no meu estilo de vida. Espero que aconteça o mesmo com os jovens deste projeto.

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