O Bolsa Família com valores reajustados começará a ser pago pelo governo federal nesta segunda-feira (19). É o primeiro pagamento com o aumento de 15,04% no valor-base, que subiu para R$ 691. A mudança foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda em setembro, a 17 dias do primeiro turno. O último reajuste, para R$ 600, tinha sido dado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também próximo ao calendário eleitoral, em 2022. Lula disputa o segundo turno da eleição presidencial com Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente.
Debate na Band teve troca de acusações entre Lula e Flávio; leia análises e bastidores Maria Cristina Fernandes: Lula precisava de um nocaute que não houve; leia a análise Oficialmente, o governo nega, mas aliados admitem em reserva que o aumento repentino faz parte do "pacote de bondades" às vésperas da eleição. O anúncio foi feito sem aviso prévio pela Presidência da República, o que fez com que opositores chamassem a medida de eleitoreira. Menos de um mês antes, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 foi enviado ao Congresso Nacional sem a previsão de reajuste. Para dar o aumento, o governo Lula usou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026. O reajuste foi considerado legal na sequência pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Na sabatina do Jornal Nacional, na última semana, Lula disse que não sabia que o valor ainda não tinha sido reajustado durante o seu terceiro mandato. "É inexplicável que no governo do Lula alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas, mas aconteceu", afirmou o presidente, que deu a entender que brigou com os ministros quando recebeu o relato da falta de reajuste. "Eu não quero que você ouça a reunião que tive com meus ministros quando fiquei sabendo que o Bolsa Família não tinha sido reajustado.” O impacto do reajuste no Orçamento de 2027 será de R$ 22,7 bilhões.
Aliados minimizam provocações de Flávio Bolsonaro a Lula no debate da Band Petistas reclamam de postura de Flávio, mas veem ‘fuga das perguntas’ como positiva O programa, marca do governo Lula, é também a base dos programas sociais das gestões petistas e visto por auxiliares e opositores como uma das razões da performance eleitoral do presidente em algumas regiões. Para receber o benefício, a família deverá estar inscrita no Cadastro Único e manter os dados atualizados. Além disso, precisa atender requisitos do governo, como ter os filhos matriculados e frequentes na escola.
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