Quinze ex-ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançaram-se candidatos nas eleições deste ano. Entre os que conseguiram se eleger estão a ex-ministra da Saúde Nísia Trindade e o ex-ministro do Esporte André Fufuca. Outros, no entanto, não figuram entre os eleitos — caso do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, derrotado em São Paulo na disputa contra Tarcísio de Freitas (Republicanos). Leia mais: Flávio Bolsonaro e Lula vão para o segundo turno da eleição presidencial De Edmundo a Vanderlei Luxemburgo: veja quem se elegeu e quem perdeu entre os candidatos do mundo do futebol Das 38 pastas do primeiro escalão, 17 trocaram de comando por causa de pretensões eleitorais. Os ministros precisaram deixar os cargos até 4 de abril, prazo de desincompatibilização fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dos 17, só Camilo Santana, ex-ministro da Educação, não concorreu. Ele abriu mão de disputar o Governo do Ceará e apoiou a reeleição de Elmano de Freitas (PT). Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente na chapa de Lula, depende do segundo turno presidencial e por isso fica fora da lista abaixo. Governo estadual Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB) — São Paulo O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad não foi eleito governador de São Paulo, sendo derrotado pelo adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na chapa, ele leva como vice Márcio França, que comandou os ministérios de Portos e Aeroportos e do Empreendedorismo no governo Lula. Renan Filho (MDB) — Alagoas Ex-ministro dos Transportes, Renan Filho perdeu a disputa pelo governo de Alagoas com 47% dos votos válidos, contra 52% de JHC (PSDB). Ele volta ao cargo que já ocupou por dois mandatos. Senado André Fufuca (PP) — Maranhão O ex-ministro do Esporte André Fufuca conquistou uma das duas vagas do Maranhão no Senado, com 21,42% dos votos válidos. Ele divide a representação com Lahesio Bonfim (Novo) Carlos Fávaro (PSD) — Mato Grosso Ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro não foi eleito senador por Mato Grosso. As vagas ficaram com Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL).
Gleisi Hoffmann (PT) — Paraná A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann também não obteve uma vaga no Senado pelo Paraná, tendo recebido 13,35% dos votos válidos. As vagas foram para Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) Marina Silva (Rede) — São Paulo Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva não foi eleita senadora por São Paulo. As duas vagas ficaram com os candidatos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).
Rui Costa (PT) — Bahia O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, que governou a Bahia entre 2015 e 2022, foi eleito senador pelo estado com 30% dos votos válidos. A segunda vaga ficou com o correlegionário Jacques Wagner. Simone Tebet (PSB) — São Paulo A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet não se elegeu para o Senado, tendo recebido 19,23% dos votos válidos.
Câmara dos Deputados Anielle Franco (PT) — Rio de Janeiro Ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro com 149.726 votos. É o primeiro mandato eletivo da irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. Nísia Trindade (PT-RJ) A ex-ministra da Saúde Nísia Trindade se elegeu para deputada federal pelo Rio de Janeiro.
Jader Filho (MDB) — Pará O ex-ministro das Cidades Jader Filho foi eleito deputado federal pelo Pará, com 326 mil votos. Paulo Teixeira (PT) — São Paulo Ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira obteve 106 mil votos. Como a totalização da votação ainda não foi completada pelo TSE, não se sabe ainda se ele ficará no cargo ou será um suplente.
Silvio Costa Filho (Republicanos) — Pernambuco O ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho foi reeleito deputado federal por Pernambuco, com 170 mil votos. Sônia Guajajara (PSOL) — São Paulo Ex-ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara obteve 54 mil votos. Como a totalização da votação ainda não foi completada pelo TSE, não se sabe ainda se ele ficará no cargo ou será um suplente.
Assembleia Legislativa Macaé Evaristo (PT) — Minas Gerais A ex-ministra dos Direitos Humanos Macaé Evaristo, que é deputada estadual em Minas Gerais, obteve 157 mil votos e deve se reeleger. Assim como em São Paulo, a totalização dos votos ainda não foi concluída.
O Globo