A Zona Norte terá dois fins de semana de programação cultural, com música, dança e manifestações populares. Neste sábado (7), o bar e restaurante Pescados na Brasa, no Riachuelo, celebra sete anos com festa na rua, carimbó, samba, atrações paraenses e culinária típica.
Na semana que vem, o Centro Coreográfico do Rio, na Tijuca, recebe a sétima edição da Monstra, com sete trabalhos de artistas do Ceará, do Piauí e do Rio de Janeiro. Festival gratuito: Viradão Cultural Suburbano leva 40 artistas a dois bairros da Zona Norte no fim de semana
Pagodão de Madureira: Após anos de pausa, roda de samba gratuita volta ao viaduto Festa na rua, carimbó, samba e comida típica estão na receita de comemoração dos sete anos do bar e restaurante Pescados na Brasa, no Riachuelo, neste sábado, a partir das 11h.
A casa fica na Rua Vitor Meireles 92, que aos domingos é fechada para lazer e onde uma vez por mês é realizado um evento de carimbó. “Prosas ordinárias”.
Espetáculo da companhia carioca Prosa utiliza panos de chão em suas coreografias Divulgação/Camila Baggio
Adriana Veloso, cozinheira e sócia do Pescados na Brasa, junto com o marido, José Maria, conhecido como Júnior, diz que a festa é para retribuir o carinho e a confiança dos clientes e amigos. — Será um dia inteiro com artistas que valorizam a cultura e a ancestralidade do Norte e mostram a beleza do nosso povo.
Além dos shows, teremos a nossa culinária — diz ela, citando opções como o pato no tucupi (R$ 210,90, para duas pessoas) e o tacacá (R$ 35,90). O roteiro de atrações terá os paraenses Felipe Cordeiro (com sets às 12h50 e às 13h50), Silvan Galvão (às 14h50 e às 15h50) e DJ Dan Absoluto (na abertura, ao meio-dia; nos intervalos; e no encerramento, às 16h35), além da participação da bateria da Beija-Flor de Nilópolis.
O evento vai até as 19h. Informações: @pescadosnabrasa.
O fim de semana que vem será dedicado à dança e a performances no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, na Tijuca. De sexta a domingo, a sala na Rua José Higino 115 vai receber a “Monstra 7”, sétima ediçã do evento criado durante a pandemia e que este ano ganhou o título adicional “Das tripas, coração”, com curadoria assinada por Camila Fersi e Gabriela Jung.
Serão apresentados sete trabalhos de artistas do Ceará, do Piauí e do Rio de Janeiro. O nome “Monstra” reflete as práticas de esforço, desejo, invenção e insistência praticadas pelos artistas.
A programação conta com a estreia do solo “Super”, de Alysson Amancio, do Ceará; e “Piratas e as cinco paisagens”, criação do Coletivo Instantâneo, ambos apresentados sexta-feira. No dia seguinte, será a vez de “Prosas ordinárias”, trabalho da companhia carioca Prosa que utiliza panos de chão como matéria-prima para criação coregráfica; e de “Você nunca vai dançar”, da bailarina Helena Matriciano, que reflete sobre memória e envelhecimento.
Completam a programação, no domingo, três espetáculos ainda em fase de construção, em formato de processo aberto: “Uma coisa de cada vez”, de Julia Gil e Pedro Quaresma; “Nuca”, de Natália Quinderé; e “Manual de feitiço”, de Luzia Amélia, artista piauiense residente em Fortaleza.
Para Camila Fersi, em um cenário de oportunidades limitadas e alta competitividade, o ofício dos artistas passa a ser ditado por prazos e exigências que não condizem com o tempo e a estrutura necessários para o desenvolvimento de suas criações. Por isso, destaca, realizar essa mostra diante desse cenário é um movimento político para mover ideias e viabilizá-las com o apoio da rede de parceiros construída durante anos de atuação profissional na cidade do Rio e no Brasil.
— A “Monstra 7” acontece porque existe uma rede disposta a colocar corpo, trabalho, tempo e recursos em circulação. Porque ainda se inventam maneiras de fazer junto.
É uma realização que se apoia na capacidade de articulação de uma rede que, há anos, produz encontros, circulação e pensamento em dança — afirma. As sessões começam às 19h, na sexta e no sábado; e às 18h, no domingo.
O ingresso custa R$ 40 (inteira), à venda na Sympla e na bilheteria do centro coreográfico.
O Globo