CVM multa fundador e ex-diretor financeiro da Reag em R$ 170 mil cada um

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, em reunião do colegiado na última terça-feira (29), João Carlos Mansur, fundador da Reag, e Rodolfo Turelli, ex-diretor financeiro da Reag Capital Holding, em R$ 170 mil cada um, por falhas na elaboração das demonstrações financeiras da companhia. A Reag Trust, instituição financeira que integrava o grupo e depois passou a se chamar CBSF, foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em janeiro deste ano.

Mansur e Turelli foram condenados pela não elaboração das demonstrações financeiras anuais completas referentes a 2024 e dos formulários de informações trimestrais (ITRs) do primeiro e segundo trimestres de 2025. O processo foi aberto pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM, e a decisão do colegiado, que acompanhou o voto da diretora Marina Copola, foi unânime. Os dois poderão recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.

Na defesa, os executivos alegaram que os atrasos decorreram de circunstâncias técnicas excepcionais. Segundo eles, por ser uma holding, a Reag dependia das informações de fundos e sociedades investidas e a PwC exigiu, em 2025, a consolidação de determinados fundos nas demonstrações da companhia. Também alegaram que a Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, trouxe novas dificuldades para a auditoria.

A área técnica da CVM rejeitou esses argumentos. Segundo relatório da autarquia, a complexidade da consolidação de fundos e sociedades investidas era um risco inerente à própria estrutura da Reag, e não um evento externo imprevisível. A área observou ainda que as demonstrações de 2024 só foram concluídas em novembro de 2025, quase um ano depois do prazo.

Na mesma sessão, a CVM aplicou multas que somam R$ 3 milhões à Neo In Construções e Incorporações, em recuperação judicial, e a seu administrador, Anderson Alves de Macedo, pela realização de oferta pública de investimento sem o devido registro na autarquia. João Carlos Mansur, fundador da Reag Silvia Zamboni/Valor

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