CVM condena Nestor Cerveró, ex-Petrobras, no caso Pasadena

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira, o ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró a 15 anos de inabilitação para exercer cargos de administrador ou conselheiro de companhia aberta e ao pagamento de multa de R$ 16,1 milhões por irregularidades na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

O cálculo do relator João Accioly é que Cerveró recebeu US$ 2,5 milhões em vantagens indevidas na operação. O presidente da CVM, Otto Lobo, e a diretora Marina Copola votaram com o relator.

Já para outros dez ex-administradores, entre eles Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da estatal, foi decidido, também por unanimidade, que a possibilidade de punição administrativa já está extinta.

Também foram beneficiados pela prescrição os ex-diretores Almir Barbassa, Renato de Souza Duque, Guilherme Estrella, Ildo Sauer, além dos ex-integrantes do Conselho de Administração Antônio Palocci Filho, Cláudio Haddad, Fábio Barbosa e Gleuber Vieira. O processo contra o ex-diretor Paulo Roberto Costa foi extinto em razão de sua morte, em 2022.

Um dos principais pontos discutidos no processo foi a prescrição das infrações. A acusação defendia a aplicação do prazo de 16 anos previsto na legislação penal, sob o argumento de que os fatos investigados também envolviam crimes de corrupção.

As defesas sustentavam que a possibilidade de punição administrativa já havia se encerrado. No julgamento desta terça-feira, o colegiado reconheceu a prescrição das acusações contra dez dos ex-administradores.

A operação foi marcada por denúncias de corrupção e falhas de governança. A aquisição de Pasadena foi aprovada em fevereiro de 2006.

A investigação teve origem em apurações iniciadas pela CVM em 2014, a partir de informações de uma comissão interna da Petrobras e da Operação Lava Jato. A acusação distinguiu a conduta de Cerveró e Costa, apontados c como beneficiários de pagamentos de propina, da atuação dos demais diretores e conselheiros, acusados de falta de diligência na aprovação da operação.

Segundo a área técnica da CVM, Cerveró e Costa, diretor de abastecimento, receberam vantagens indevidas e violaram seus deveres de lealdade ao aprovar a proposta de aquisição. Barbassa, Estrella, Duque e Sauer, além de Gabrielli, foram acusados de não terem adotado os cuidados necessários antes de encaminhar o negócio ao conselho.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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