Técnica utiliza altas temperaturas e pressão para transformar carbono em pedras preciosas que preservam a memória de quem morreu Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
E se as cinzas de uma pessoa querida pudessem se transformar em uma joia? Em São José, na Grande Florianópolis, um crematório oferece esse serviço, que transforma o carbono presente nas cinzas ou nos fios de cabelo em pedras preciosas produzidas em laboratório. A lembrança pode se tornar uma joia personalizada, com valores que ultrapassam R$ 266 mil, dependendo do diamante e do material escolhido.
O serviço permite transformar o carbono presente nas cinzas ou nos cabelos em um diamante produzido em laboratório. A proposta é criar uma lembrança simbólica e duradoura de quem partiu.
Para isso, o material passa por um processo de alta pressão e temperatura, que reproduz as condições naturais de formação da pedra. Primeiramente, as cinzas são recebidas, identificadas, codificadas e encaminhadas ao laboratório, seguindo procedimentos de segurança e rastreabilidade.
Em seguida, é realizada uma análise da composição química para identificar e extrair o carbono necessário à produção do diamante. Depois da extração, o carbono passa por um processo de purificação e é submetido a altas temperaturas e pressões, por meio da técnica conhecida como HPHT.
O procedimento reproduz as condições necessárias para a formação de um cristal de diamante. Após a formação, a pedra passa por etapas de controle de qualidade, corte, lapidação e polimento, até atingir o formato e o acabamento escolhidos pelo cliente.
Segundo o Crematório Vaticano, todo o processo é individualizado e rastreável, desde o recebimento do material até a conclusão da joia. São realizados controles para verificar características como peso, corte, cor e autenticidade.
Ao final, também é emitida a documentação de certificação correspondente ao diamante. De acordo com o Crematório Vaticano, os modelos Diamond Yellow e White estão entre os mais procurados.
Os preços variam conforme o tipo, o tamanho e a quantidade de quilates da pedra. A opção mais acessível é um diamante amarelo de 0,1 quilate e 3 milímetros, comercializado por R$ 3.890.
Já entre as opções apresentadas, uma das mais caras é o diamante azul (Blue), de 2 quilates e 8,1 milímetros, que custa R$ 259.990. O valor final pode aumentar conforme o material utilizado na montagem da joia.
As opções disponíveis para acomodar o diamante variam de R$ 450 a R$ 6.290, dependendo do modelo escolhido. Sarah Pretto é jornalista em formação e faz parte do Núcleo de Santa Catarina do ND Mais, integrando a redação do portal em Florianópolis e atuando na cobertura dos principais assuntos de interesse dos catarinenses e moradores da Grande Florianópolis.
Atenta ao cotidiano da região, escreve sobre segurança pública, tempo, cultura e mais. É graduanda na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e iniciou a trajetória na comunicação produzindo conteúdo universitário e laboratorial.
Destaca-se por premiações no Expojor UFSC, com relevância em reportagens multimídia de áudio, texto e vídeo. Leia mais ▾
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