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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

São Paulo, Largo da Batata, 18 de outubro, 17:30h. A Polícia Militar chega para parar o ato dos Vermelhos.

O Brasil de hoje, não é o mesmo de semana passada. Os Vermelhos tomaram as ruas de São Paulo enquanto os Verde-e-amarelos posavam para os Estados Unidos.

Ao chegar, a polícia mostrou seus rifles pela janelas de suas SUVs. De dentro dos carros atiraram balas de borracha e gás lacrimogêneo nos manifestantes pró-Lula, em Pinheiros.

No outro eixo sul da cidade, os manifestantes pró-Bolsonaro, em um protesto clima fim de festa, protegidos por atiradores do GATE, pediram intervenção militar estrangeira em solo brasileiro. Mais uma vez.

O Brasil de hoje não é mais o de semana passada, agora que o jovem brasileiro se anima para mostrar suas cores e cantar pela democracia. Vi agressão da polícia contra manifestantes; agressão que não via desde as manifestações contra a privatização da Sabesp, ou os atos pela vacina durante a pandemia.

É a mesma agressão que a cada quatro ou dois anos indígenas que lutam contra o Marco Temporal sofrem da mesma polícia, a mesma agressão que os manifestantes a favor da reforma agráriasofrem, agressão que agora sofrem também estudantes brasileiros e franceses. No caminho para o Largo da Batata, vi em uma TV de um dos bares da região, que 1800 jovens franceses que lutam hoje por melhores condições de ensino foram presos pela polícia em confrontos.

Um manifestante foi morto. Ao fim do ato pacífico no Largo da Batata, onde jovens brasileiros bradavam por educação para todos, por medicamentos para todos, pelo fim da corrupção política no país, policiais militares fardados atiraram balas de borracha e gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Sentia o gás nas minhas narinas quando uma senhora, vestida com uma blusa branca da seleção e adesivos vermelhos no peito, fugindo do Largo da Batata, me disse ter visto infiltrado do outro ato, encrencando com a polícia. Apoiadores de Flávio Bolsonaro na Av.

Paulista pedem para Donald Trump atacar o Brasil com armas nucleares (Reprodução/Redes Sociais, 18/10/2026) Lula não vai vencer essa eleição pela TV.

Não vai vencer essa eleição pelas mãos da grande mídia que almoça com Flávio Bolsonaro e defende as Bets, que aceitava dinheiro e sugestões de Daniel Vorcaro, que esconde a repressão policial no meio do jornal. Se Lula vencer essa eleição, será porque os jovens voltaram as ruas, porque se recusam entregar a Av.

Paulista para as FIESPs do mundo, ou para os Verde-e-amarelos que forçam seus empregados a usar uniformes às suas cores todos os dias, sem chance de negociação; será porque se recusam a entregar o país à interesses estrangeiros, a abrir mão das conquistas sociais dos últimos quatro ou 20 anos; porque se orgulham de ver as taxas de desmatamento da Amazônia nos menores níveis desde o fim da ditadura.

A última semana das campanhas presidenciais começou ontem. O Brasil de hoje, não é o mesmo de semana passada.

Não há derrotismo nas ruas. A esquerda luta como se fosse a última luta de sua vidas, porque para muitos, é.

Flávio Bolsonaro luta para não ser preso. A Meta luta para não perder dinheiro.

Donald Trump luta para manter o dólar viável. A esquerda luta pela democracia, pelo direito de viver.

Uma dessas lutas não é igual as outras. Manifestantes pró-Lula caminham em direção ao Largo da Batata, em São Paulo.

(Francisco Attié, @fran_attie, 18/10/2026)

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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