Consórcio ganha espaço entre consumidores de veículos elétricos e impulsiona crescimento de 36% neste segmento, de acordo com levantamento da Ademicon Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Santa Catarina mantém ritmo acelerado na adesão de veículos elétricos e já figura entre os estados que mais avançam na eletrificação da frota. De janeiro a setembro de 2026, foram 19.992 veículos elétricos emplacados, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
O volume representa crescimento de 118,2% em relação ao mesmo período de 2025. Florianópolis lidera o movimento, com 3.811 unidades, o equivalente a 19,06% de todos os emplacamentos do estado.
Apesar da expansão expressiva, o preço de aquisição ainda é um dos principais entraves para quem deseja migrar para a mobilidade elétrica. Nesse cenário, o consórcio tem ganhado espaço como alternativa de planejamento financeiro, especialmente pela ausência de juros e pela possibilidade de compra à vista após a contemplação.
Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que Santa Catarina encerrou 2025 com mais de 90 mil cotas de consórcios de veículos leves vendidas, alta de 4,7% sobre 2024. As 41 mil contemplações registradas no período representam crescimento de 5,4%, e o estado já contava com 259 mil participantes ativos.
A Ademicon, maior administradora independente de consórcios do país em créditos ativos, acompanha esse movimento. Entre janeiro e agosto de 2026, a empresa comercializou R$ 5,5 bilhões em créditos em Santa Catarina, avanço de 72% frente ao mesmo período de 2025.
No segmento de veículos, o crescimento foi de 37%. O interesse por veículos elétricos dentro dos grupos de consórcio também cresce rapidamente.
Em nível nacional, a Ademicon registrou que, entre janeiro e maio de 2025, 2,73% das liberações de crédito para veículos foram destinadas à compra de modelos elétricos. No mesmo período de 2026, o índice subiu para 7,6%, um salto de 178% na participação.
O interesse por veículos elétricos dentro dos grupos de consórcio também cresce rapidamente. Em nível nacional, a Ademicon registrou que, entre janeiro e maio de 2025, 2,73% das liberações de crédito para veículos foram destinadas à compra de modelos elétricos.
No mesmo período de 2026, o índice subiu para 7,6%, um salto de 178% na participação. Para André Marini, diretor master licenciado da Ademicon, o consórcio se tornou uma alternativa competitiva diante do financiamento tradicional, especialmente para quem busca veículos elétricos.
Segundo ele, a modalidade reúne fatores decisivos: “O consórcio une planejamento e economia.
Como os elétricos têm valor de aquisição mais alto, a ausência de juros faz diferença no custo final. O cliente paga apenas a taxa de administração e não precisa dar entrada.”
Marini destaca ainda o poder de compra à vista após a contemplação, que permite negociar descontos diretamente com concessionárias. A flexibilidade também é um atrativo: o consumidor decide qual modelo adquirir apenas no momento da contemplação, acompanhando a evolução rápida do mercado de elétricos.
Outro ponto é a possibilidade de antecipar a contemplação por meio de lances, estratégia definida com apoio consultivo. O estado tem sido um dos destaques da companhia.
Entre janeiro e setembro de 2026, a Ademicon comercializou R$ 6,2 bilhões em créditos em Santa Catarina, crescimento de 66% sobre o mesmo período de 2025. No segmento de veículos, o avanço foi de 36%.
Para Marini, o comportamento revela um consumidor mais atento ao custo total da aquisição: “Uma parcela que cabe no bolso pode esconder juros que elevam bastante o valor final no financiamento.
Quando o cliente compara as modalidades, o consórcio passa a fazer parte do planejamento.” Giovana Kindlein é jornalista especializada no setor automotivo e cobre grandes lançamentos no Brasil, México e Argentina desde 2018, com ampla atuação no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.
Colaboradora do ND Mais e do Jornal ND, acompanha de perto a evolução da indústria, testando veículos, analisando tendências e registrando os principais movimentos do mercado automotivo. Ao longo da carreira, foi reconhecida em premiações nacionais: vencedora do Prêmio Fatma de Jornalismo com a reportagem “Resíduos Sólidos: Onde está a logística reversa?”; finalista do Prêmio Esso de Jornalismo com a série “Homens do Mar”; e finalista do 22º Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico com a mesma reportagem premiada pela Fatma.
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