Conselheiro do Palmeiras, CEO e esquema com o PCC: quem é o 1º investigado no caso Master a conseguir delação premiada, acordo que Vorcaro tenta pela 3ª vez

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Fundador da Reag, João Carlos Mansur se comprometeu a indicar o caminho para localizar cerca de R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro; o acordo segue sob sigilo Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou nesta sexta-feira (6) o acordo de colaboração premiada de João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag e investigado no âmbito do caso Banco Master. A decisão valida o acordo firmado entre o empresário e a PGR (Procuradoria-Geral da República), permitindo que as informações prestadas por ele sejam utilizadas nas investigações, desde que confirmadas por outras provas.

A homologação da delação ocorre em meio às apurações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e empresas ligadas ao mercado financeiro. No acordo assinado e enviado ao STF em setembro, Mansur se comprometeu a apontar o caminho para os investigadores localizarem cerca de R$ 20 bilhões de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O conteúdo do acordo permanece sob sigilo, e a homologação não representa reconhecimento de culpa nem garante automaticamente benefícios ao colaborador, que dependerão do cumprimento dos termos acertados com a Procuradoria. João Carlos Mansur ganhou notoriedade no mercado financeiro como fundador da Reag Investimentos, empresa criada em 2012 e que se tornou uma das maiores gestoras independentes do país.

Formado em Ciências Contábeis, ele construiu carreira no setor financeiro antes de criar a gestora, que chegou a administrar dezenas de bilhões de reais em ativos. Além da atuação no mercado financeiro, Mansur também ficou conhecido no meio esportivo por integrar a estrutura política do Palmeiras.

Ele foi conselheiro do clube e membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), órgão responsável por acompanhar e fiscalizar a gestão financeira da equipe. Em fevereiro deste ano, pediu licença dos cargos por 90 dias após o avanço das investigações envolvendo a Reag, mas posteriormente voltou a participar das atividades do conselho.

O empresário também passou a ser investigado em operações da PF (Polícia Federal) que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga o uso de fundos de investimento e outras estruturas financeiras para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa.

Mansur nega qualquer ligação com o PCC e, em depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado, afirmou que sua empresa não mantinha vínculos com organizações criminosas. No entanto, sua trajetória sofreu uma reviravolta após investigações sobre operações financeiras relacionadas ao Banco Master.

Em janeiro deste ano, Mansur foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF, que apura um suposto esquema de emissão de ativos sem lastro e de manipulação de operações financeiras. As investigações apontam que empresas ligadas ao empresário teriam participado da criação e negociação de ativos considerados fictícios ou sem garantias suficientes, que posteriormente eram utilizados em operações no mercado financeiro.

Mansur nega irregularidades. Em meio às investigações, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM, empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos, em janeiro deste ano.

A medida foi tomada após a autoridade monetária identificar graves irregularidades na instituição. Segundo o BC, a liquidação busca proteger o funcionamento do sistema financeiro e os interesses dos investidores.

A decisão não atingiu todas as empresas do grupo Reag, mas afetou diretamente a distribuidora de títulos e valores mobiliários. Edu Demarchi é jornalista em formação, estudante da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), e escreve sobre esportes para o ND Mais, especialmente sobre o cenário esportivo de Florianópolis e Santa Catarina.

Além de produzir conteúdos sobre futebol, basquete, vôlei, automobilismo, natação e outras modalidades, participa de coberturas esportivas e traz os principais assuntos em alta nos campos, quadras e arquibancadas. Apura e escreve matérias voltadas ao leitor que busca informações sobre jogadores, campeonatos, escalações e times do estado, com destaque para Avaí e Figueirense.

Tem experiência em rádio e redação multimídia como locutor e repórter, com cobertura de eventos e notícias institucionais, trazendo um olhar diferenciado sobre o impacto do esporte na sociedade. Leia mais ▾

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