Com o PL fortalecido no Legislativo, presidente reeleito terá que negociar com o Centrão e administrar disputas por espaço e renovação política na base aliada A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026 garante ao presidente um quarto mandato, mas não elimina os desafios para governar o país.
Com o Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro fortalecido na Câmara e no Senado, o próximo governo terá que negociar com um Congresso de perfil mais conservador, administrar interesses de partidos do Centrão e lidar com disputas por espaço político dentro da própria base aliada.
A nova composição do Legislativo não significa, necessariamente, uma relação permanente de confronto com o Executivo, avaliam analistas políticos ouvidos pela reportagem do ND Mais. A capacidade de negociação, a distribuição de espaços e a construção de acordos serão determinantes para a aprovação de projetos e para a sustentação política do governo.
Na Câmara, o PL elegeu 121 deputados para a próxima legislatura, contra 97 em 2022. A federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 88 cadeiras.
No Senado, a bancada do PL está projetada em 29 dos 81 parlamentares para 2027, considerando as mudanças decorrentes da eleição de senadores que assumirão governos estaduais. Para o cientista político e especialista em direito eleitoral Kelvin Emmanoel Gomes, da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), o resultado das urnas no último domingo expressa a divisão política do país, com escolhas distintas para o Executivo e o Legislativo.
“Não há contradição jurídica nem fraude de representação nesse resultado. Há, isto sim, uma sociedade dividida que distribuiu mandatos diferentes entre instituições diferentes: continuidade no Executivo; contenção, vigilância e pressão conservadora no Legislativo”, avalia o analista.
Segundo Gomes, a composição do Congresso exige uma Presidência mais dependente de acordos políticos estáveis. “O que muda é a natureza da Presidência: menos imperial, mais negocial; menos baseada em liberação unilateral de recursos, mais dependente de pactos estáveis e verificáveis”, afirma Kelvin Gomes.
Ainda na noite de domingo (25), logo após a confirmação da vitória de Lula, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), parabenizaram o presidente reeleito e defenderam a pacificação política. Motta afirmou que Lula terá uma nova oportunidade de conciliar o país.
“Com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de conciliar o país, olhar para frente e governar para todos os brasileiros” Já Alcolumbre destacou a importância de unir o país e fortalecer as instituições democráticas.
“O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva terá uma grande missão, além de todas que ele assumiu como compromisso eleitoral, político ou de campanha: unir o Brasil, pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas” As manifestações sinalizam a importância do diálogo entre o Executivo e o Legislativo, mas não representam garantia de apoio total às propostas do governo.
A relação dependerá dos interesses das bancadas, das negociações em torno da agenda legislativa e da capacidade de articulação política do Planalto. Sem falar na disputa pela presidência das Casas, que começa a ser articulada no Congresso, com Hugo Motta e Alcolumbre costurando acordos para se manterem no comando, com apoio dos partidos de centro e até do PT, para ganhar força contra o PL.
O cientista político Waldir Pucci, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que a força do PL no novo Congresso não impede que o governo encontre interlocutores e aliados em partidos do Centrão. Segundo ele, o bloco tende a preservar sua participação nas negociações com o Executivo, independentemente de quem ocupe a Presidência.
Para o cientista político, a atuação desses partidos é orientada pela busca de espaço e de melhores condições de negociação. O tamanho das bancadas aumenta o poder de barganha, mas não significa apoio automático a todas as iniciativas do governo, avalia o professor.
Pucci observa que o Centrão reúne grupos com posições diferentes em relação ao lulismo. Enquanto setores têm maior resistência ao presidente, outros podem se aproximar do governo por interesses regionais e políticos.
Essa heterogeneidade, segundo ele, tende a tornar as negociações mais complexas e dependentes de cada pauta. Pucci também destaca a disputa de espaço eleitoral no Congresso entre o Centrão e o PL.
O crescimento do bolsonarismo pode pressionar partidos que tradicionalmente ocupam posições pragmáticas no Congresso, levando-os a buscar protagonismo próprio. Pucci ressalta que o Centrão também tenta conter o avanço do PL para preservar espaço na política brasileira.
“Em especial do bolsonarismo raiz, pois é um eleitor muito próximo […], e aí ele [Centrão] quer manter o espaço que sempre teve na política brasileira”, afirma Pucci. Nesse cenário, a composição de maiorias deverá exigir negociações contínuas com o Congresso Nacional.
A presença de partidos do Centrão em acordos com o governo não significa alinhamento ideológico, mas pode abrir caminhos para a aprovação de medidas específicas. Além da relação com o Congresso, Lula terá que administrar uma questão interna, que trata da renovação das lideranças que sustentam o campo político do presidente.
Para o cientista político Jorge Mizael, sócio da Metapolítica Consultoria, o desafio passa por equilibrar figuras históricas do lulismo e novas lideranças que ganharam visibilidade, especialmente durante a campanha eleitoral. “O desafio será transformar a renovação eleitoral em renovação política, sem romper com a geração que sustentou historicamente o lulismo”, resume Mizael.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva durante comemoração. Vitória não impedirá obstáculos no Congresso, avaliam analistasFoto: Ricardo Stuckert/Divulgação/ND Mais
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026 garante ao presidente um quarto mandato, mas não elimina os desafios para governar o país. Com o Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro fortalecido na Câmara e no Senado, o próximo governo terá que negociar com um Congresso de perfil mais conservador, administrar interesses de partidos do Centrão e lidar com disputas por espaço político dentro da própria base aliada.
A nova composição do Legislativo não significa, necessariamente, uma relação permanente de confronto com o Executivo, avaliam analistas políticos ouvidos pela reportagem do ND Mais. A capacidade de negociação, a distribuição de espaços e a construção de acordos serão determinantes para a aprovação de projetos e para a sustentação política do governo.
Na Câmara, o PL elegeu 121 deputados para a próxima legislatura, contra 97 em 2022. A federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 88 cadeiras.
No Senado, a bancada do PL está projetada em 29 dos 81 parlamentares para 2027, considerando as mudanças decorrentes da eleição de senadores que assumirão governos estaduais. Para o cientista político e especialista em direito eleitoral Kelvin Emmanoel Gomes, da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), o resultado das urnas no último domingo expressa a divisão política do país, com escolhas distintas para o Executivo e o Legislativo.
“Não há contradição jurídica nem fraude de representação nesse resultado. Há, isto sim, uma sociedade dividida que distribuiu mandatos diferentes entre instituições diferentes: continuidade no Executivo; contenção, vigilância e pressão conservadora no Legislativo”, avalia o analista.
Segundo Gomes, a composição do Congresso exige uma Presidência mais dependente de acordos políticos estáveis. “O que muda é a natureza da Presidência: menos imperial, mais negocial; menos baseada em liberação unilateral de recursos, mais dependente de pactos estáveis e verificáveis”, afirma Kelvin Gomes.
Ainda na noite de domingo (25), logo após a confirmação da vitória de Lula, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), parabenizaram o presidente reeleito e defenderam a pacificação política. Motta afirmou que Lula terá uma nova oportunidade de conciliar o país.
“Com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de conciliar o país, olhar para frente e governar para todos os brasileiros” Já Alcolumbre destacou a importância de unir o país e fortalecer as instituições democráticas.
“O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva terá uma grande missão, além de todas que ele assumiu como compromisso eleitoral, político ou de campanha: unir o Brasil, pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas” As manifestações sinalizam a importância do diálogo entre o Executivo e o Legislativo, mas não representam garantia de apoio total às propostas do governo.
A relação dependerá dos interesses das bancadas, das negociações em torno da agenda legislativa e da capacidade de articulação política do Planalto. O cientista político Waldir Pucci, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que a força do PL no novo Congresso não impede que o governo encontre interlocutores e aliados em partidos do Centrão.
Segundo ele, o bloco tende a preservar sua participação nas negociações com o Executivo, independentemente de quem ocupe a Presidência. Para o cientista político, a atuação desses partidos é orientada pela busca de espaço e de melhores condições de negociação.
O tamanho das bancadas aumenta o poder de barganha, mas não significa apoio automático a todas as iniciativas do governo, avalia o professor. Pucci observa que o Centrão reúne grupos com posições diferentes em relação ao lulismo.
Enquanto setores têm maior resistência ao presidente, outros podem se aproximar do governo por interesses regionais e políticos. Essa heterogeneidade, segundo ele, tende a tornar as negociações mais complexas e dependentes de cada pauta.
Pucci também destaca a disputa de espaço eleitoral no Congresso entre o Centrão e o PL. O crescimento do bolsonarismo pode pressionar partidos que tradicionalmente ocupam posições pragmáticas no Congresso, levando-os a buscar protagonismo próprio.
Pucci ressalta que como perdeu algumas cadeiras nesta eleição, o Centrão também faz movimentos para tentar diminuir um pouco o poder do PL. “Em especial do bolsonarismo raiz pois é um eleitor muito próximo (…), e aí ele [centrão] quer manter o espaço que sempre teve na política brasileira, lembra Pucci,
Nesse cenário, a composição de maiorias deverá exigir negociações contínuas com o Congresso Nacional. A presença de partidos do Centrão em acordos com o governo não significa alinhamento ideológico, mas pode abrir caminhos para a aprovação de medidas específicas.
Lula exaltou o papel de Janones na mobilização digital e prometeu estar mais perto da população por meio de canais criados na eleição.Foto: Foto: Ricardo Stuckert/ND Além da relação com o Congresso, Lula terá que administrar uma questão interna, que trata da renovação das lideranças que sustentam o campo político do presidente.
Para o cientista político Jorge Mizael, sócio da Metapolítica Consultoria, o desafio passa por equilibrar figuras históricas do lulismo e novas lideranças que ganharam visibilidade, especialmente durante a campanha eleitoral. “O desafio será transformar a renovação eleitoral em renovação política, sem romper com a geração que sustentou historicamente o lulismo”, resume Mizael.
Entre os nomes históricos estão José Dirceu, José Guimarães, Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad, Paulo Paim, Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues, Benedita da Silva, Erika Kokay e Fabiano Contarato. O campo de alianças também reúne lideranças de diferentes trajetórias, como Guilherme Boulos, Simone Tebet, Marina Silva, João Campos e Renan Calheiros.
Ao mesmo tempo, novas figuras ampliaram sua presença no debate político e nas redes sociais. Para o cientista político, a mobilização digital e a participação de lideranças mais jovens indicam que a renovação não se limita à substituição de nomes em cargos eletivos.
Ela também envolve novas formas de comunicação, organização e engajamento político. O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva durante comemoração.
Vitória não impedirá obstáculos no Congresso, avaliam analistasFoto: Ricardo Stuckert/Divulgação/ND Mais A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026 garante ao presidente um quarto mandato, mas não elimina os desafios para governar o país.
Com o Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro fortalecido na Câmara e no Senado, o próximo governo terá que negociar com um Congresso de perfil mais conservador, administrar interesses de partidos do Centrão e lidar com disputas por espaço político dentro da própria base aliada.
A nova composição do Legislativo não significa, necessariamente, uma relação permanente de confronto com o Executivo, avaliam analistas políticos ouvidos pela reportagem do ND Mais. A capacidade de negociação, a distribuição de espaços e a construção de acordos serão determinantes para a aprovação de projetos e para a sustentação política do governo.
Na Câmara, o PL elegeu 121 deputados para a próxima legislatura, contra 97 em 2022. A federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 88 cadeiras.
No Senado, a bancada do PL está projetada em 29 dos 81 parlamentares para 2027, considerando as mudanças decorrentes da eleição de senadores que assumirão governos estaduais. Para o cientista político e especialista em direito eleitoral Kelvin Emmanoel Gomes, da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), o resultado das urnas no último domingo expressa a divisão política do país, com escolhas distintas para o Executivo e o Legislativo.
“Não há contradição jurídica nem fraude de representação nesse resultado. Há, isto sim, uma sociedade dividida que distribuiu mandatos diferentes entre instituições diferentes: continuidade no Executivo; contenção, vigilância e pressão conservadora no Legislativo”, avalia o analista.
Segundo Gomes, a composição do Congresso exige uma Presidência mais dependente de acordos políticos estáveis. “O que muda é a natureza da Presidência: menos imperial, mais negocial; menos baseada em liberação unilateral de recursos, mais dependente de pactos estáveis e verificáveis”, afirma Kelvin Gomes.
Ainda na noite de domingo (25), logo após a confirmação da vitória de Lula, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), parabenizaram o presidente reeleito e defenderam a pacificação política. Motta afirmou que Lula terá uma nova oportunidade de conciliar o país.
“Com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de conciliar o país, olhar para frente e governar para todos os brasileiros” Já Alcolumbre destacou a importância de unir o país e fortalecer as instituições democráticas.
“O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva terá uma grande missão, além de todas que ele assumiu como compromisso eleitoral, político ou de campanha: unir o Brasil, pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas” As manifestações sinalizam a importância do diálogo entre o Executivo e o Legislativo, mas não representam garantia de apoio total às propostas do governo.
A relação dependerá dos interesses das bancadas, das negociações em torno da agenda legislativa e da capacidade de articulação política do Planalto. O cientista político Waldir Pucci, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que a força do PL no novo Congresso não impede que o governo encontre interlocutores e aliados em partidos do Centrão.
Segundo ele, o bloco tende a preservar sua participação nas negociações com o Executivo, independentemente de quem ocupe a Presidência. Para o cientista político, a atuação desses partidos é orientada pela busca de espaço e de melhores condições de negociação.
O tamanho das bancadas aumenta o poder de barganha, mas não significa apoio automático a todas as iniciativas do governo, avalia o professor. Pucci observa que o Centrão reúne grupos com posições diferentes em relação ao lulismo.
Enquanto setores têm maior resistência ao presidente, outros podem se aproximar do governo por interesses regionais e políticos. Essa heterogeneidade, segundo ele, tende a tornar as negociações mais complexas e dependentes de cada pauta.
Pucci também destaca a disputa de espaço eleitoral no Congresso entre o Centrão e o PL. O crescimento do bolsonarismo pode pressionar partidos que tradicionalmente ocupam posições pragmáticas no Congresso, levando-os a buscar protagonismo próprio.
Pucci ressalta que como perdeu algumas cadeiras nesta eleição, o Centrão também faz movimentos para tentar diminuir um pouco o poder do PL. “Em especial do bolsonarismo raiz pois é um eleitor muito próximo (…), e aí ele [centrão] quer manter o espaço que sempre teve na política brasileira, lembra Pucci,
Nesse cenário, a composição de maiorias deverá exigir negociações contínuas com o Congresso Nacional. A presença de partidos do Centrão em acordos com o governo não significa alinhamento ideológico, mas pode abrir caminhos para a aprovação de medidas específicas.
Lula exaltou papel de Janones na mobilização digital e prometeu estar mais perto da população por meio de canais criados na eleição.Foto: Foto: Ricardo Stuckert/ND Além da relação com o Congresso, Lula terá que administrar uma questão interna, que trata da renovação das lideranças que sustentam o campo político do presidente.
Para o cientista político Jorge Mizael, sócio da Metapolítica Consultoria, o desafio passa por equilibrar figuras históricas do lulismo e novas lideranças que ganharam visibilidade, especialmente durante a campanha eleitoral. “O desafio será transformar a renovação eleitoral em renovação política, sem romper com a geração que sustentou historicamente o lulismo”, resume Mizael.
Entre os nomes históricos estão José Dirceu, José Guimarães, Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad, Paulo Paim, Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues, Benedita da Silva, Erika Kokay e Fabiano Contarato. O campo de alianças também reúne lideranças de diferentes trajetórias, como Guilherme Boulos, Simone Tebet, Marina Silva, João Campos e Renan Calheiros.
Ao mesmo tempo, novas figuras ampliaram sua presença no debate político e nas redes sociais. Para o cientista político, a mobilização digital e a participação de lideranças mais jovens indicam que a renovação não se limita à substituição de nomes em cargos eletivos.
Ela também envolve novas formas de comunicação, organização e engajamento político. O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva durante comemoração.
Vitória não impedirá obstáculos no Congresso, avaliam analistasFoto: Ricardo Stuckert/Divulgação/ND Mais A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026 garante ao presidente um quarto mandato, mas não elimina os desafios para governar o país.
Com o Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro fortalecido na Câmara e no Senado, o próximo governo terá que negociar com um Congresso de perfil mais conservador, administrar interesses de partidos do Centrão e lidar com disputas por espaço político dentro da própria base aliada.
A nova composição do Legislativo não significa, necessariamente, uma relação permanente de confronto com o Executivo, avaliam analistas políticos ouvidos pela reportagem do ND Mais. A capacidade de negociação, a distribuição de espaços e a construção de acordos serão determinantes para a aprovação de projetos e para a sustentação política do governo.
Na Câmara, o PL elegeu 121 deputados para a próxima legislatura, contra 97 em 2022. A federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 88 cadeiras.
No Senado, a bancada do PL está projetada em 29 dos 81 parlamentares para 2027, considerando as mudanças decorrentes da eleição de senadores que assumirão governos estaduais. Para o cientista político e especialista em direito eleitoral Kelvin Emmanoel Gomes, da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), o resultado das urnas no último domingo expressa a divisão política do país, com escolhas distintas para o Executivo e o Legislativo.
“Não há contradição jurídica nem fraude de representação nesse resultado. Há, isto sim, uma sociedade dividida que distribuiu mandatos diferentes entre instituições diferentes: continuidade no Executivo; contenção, vigilância e pressão conservadora no Legislativo”, avalia o analista.
Segundo Gomes, a composição do Congresso exige uma Presidência mais dependente de acordos políticos estáveis. “O que muda é a natureza da Presidência: menos imperial, mais negocial; menos baseada em liberação unilateral de recursos, mais dependente de pactos estáveis e verificáveis”, afirma Kelvin Gomes.
Ainda na noite de domingo (25), logo após a confirmação da vitória de Lula, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), parabenizaram o presidente reeleito e defenderam a pacificação política. Motta afirmou que Lula terá uma nova oportunidade de conciliar o país.
“Com essa vitória de hoje, penso que o presidente tem uma nova oportunidade de conciliar o país, olhar para frente e governar para todos os brasileiros” Já Alcolumbre destacou a importância de unir o país e fortalecer as instituições democráticas.
“O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva terá uma grande missão, além de todas que ele assumiu como compromisso eleitoral, político ou de campanha: unir o Brasil, pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas” As manifestações sinalizam a importância do diálogo entre o Executivo e o Legislativo, mas não representam garantia de apoio total às propostas do governo.
A relação dependerá dos interesses das bancadas, das negociações em torno da agenda legislativa e da capacidade de articulação política do Planalto. O cientista político Waldir Pucci, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que a força do PL no novo Congresso não impede que o governo encontre interlocutores e aliados em partidos do Centrão.
Segundo ele, o bloco tende a preservar sua participação nas negociações com o Executivo, independentemente de quem ocupe a Presidência. Para o cientista político, a atuação desses partidos é orientada pela busca de espaço e de melhores condições de negociação.
O tamanho das bancadas aumenta o poder de barganha, mas não significa apoio automático a todas as iniciativas do governo, avalia o professor. Pucci observa que o Centrão reúne grupos com posições diferentes em relação ao lulismo.
Enquanto setores têm maior resistência ao presidente, outros podem se aproximar do governo por interesses regionais e políticos. Essa heterogeneidade, segundo ele, tende a tornar as negociações mais complexas e dependentes de cada pauta.
Pucci também destaca a disputa de espaço eleitoral no Congresso entre o Centrão e o PL. O crescimento do bolsonarismo pode pressionar partidos que tradicionalmente ocupam posições pragmáticas no Congresso, levando-os a buscar protagonismo próprio.
Pucci ressalta que como perdeu algumas cadeiras nesta eleição, o Centrão também faz movimentos para tentar diminuir um pouco o poder do PL. “Em especial do bolsonarismo raiz pois é um eleitor muito próximo (…), e aí ele [centrão] quer manter o espaço que sempre teve na política brasileira, lembra Pucci,
Nesse cenário, a composição de maiorias deverá exigir negociações contínuas com o Congresso Nacional. A presença de partidos do Centrão em acordos com o governo não significa alinhamento ideológico, mas pode abrir caminhos para a aprovação de medidas específicas.
Além da relação com o Congresso, Lula terá que administrar uma questão interna, que trata da renovação das lideranças que sustentam o campo político do presidente. Para o cientista político Jorge Mizael, sócio da Metapolítica Consultoria, o desafio passa por equilibrar figuras históricas do lulismo e novas lideranças que ganharam visibilidade, especialmente durante a campanha eleitoral.
“O desafio será transformar a renovação eleitoral em renovação política, sem romper com a geração que sustentou historicamente o lulismo”, resume Mizael. Entre os nomes históricos estão José Dirceu, José Guimarães, Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad, Paulo Paim, Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues, Benedita da Silva, Erika Kokay e Fabiano Contarato.
O campo de alianças também reúne lideranças de diferentes trajetórias, como Guilherme Boulos, Simone Tebet, Marina Silva, João Campos e Renan Calheiros. Ao mesmo tempo, novas figuras ampliaram sua presença no debate político e nas redes sociais.
Para o cientista político, a mobilização digital e a participação de lideranças mais jovens indicam que a renovação não se limita à substituição de nomes em cargos eletivos. Ela também envolve novas formas de comunicação, organização e engajamento político.
“Lula precisará equilibrar a valorização dessas lideranças com a abertura de espaços para novos atores, evitando que a experiência acumulada se transforme em obstáculo à renovação”, destaa Mizael. A combinação de um Congresso conservador, partidos pragmáticos e disputas por renovação dentro da base aliada coloca a negociação no centro do quarto mandato de Lula.
O governo terá que construir maiorias tema a tema, sem pressupor que o apoio eleitoral à Presidência se traduzirá automaticamente em respaldo parlamentar. Para Kelvin Gomes, o resultado das urnas distribuiu responsabilidades distintas entre os Poderes.
“As urnas não deram cheque em branco a ninguém. Deram ao presidente o direito de governar e ao Congresso o dever de legislar, fiscalizar e negociar”, afirma.
Na avaliação do especialista, a capacidade de pactuar será decisiva para o funcionamento do governo. “Governar, nesse cenário, significará menos impor e mais pactuar”, conclui.
A combinação de um Congresso conservador, partidos pragmáticos e disputas por renovação dentro da base aliada coloca a negociação no centro do quarto mandato de Lula. O governo terá que construir maiorias tema a tema, sem pressupor que o apoio eleitoral à Presidência se traduzirá automaticamente em respaldo parlamentar.
Para Kelvin Gomes, o resultado das urnas distribuiu responsabilidades distintas entre os Poderes. “As urnas não deram cheque em branco a ninguém.
Deram ao presidente o direito de governar e ao Congresso o dever de legislar, fiscalizar e negociar”, afirma. Na avaliação do especialista, a capacidade de pactuar será decisiva para o funcionamento do governo.
“Governar, nesse cenário, significará menos impor e mais pactuar”, conclui. A combinação de um Congresso conservador, partidos pragmáticos e disputas por renovação dentro da base aliada coloca a negociação no centro do quarto mandato de Lula.
O governo terá que construir maiorias tema a tema, sem pressupor que o apoio eleitoral à Presidência se traduzirá automaticamente em respaldo parlamentar. Para Kelvin Gomes, o resultado das urnas distribuiu responsabilidades distintas entre os Poderes.
“As urnas não deram cheque em branco a ninguém. Deram ao presidente o direito de governar e ao Congresso o dever de legislar, fiscalizar e negociar”, afirma.
Na avaliação do especialista, a capacidade de pactuar será decisiva para o funcionamento do governo. “Governar, nesse cenário, significará menos impor e mais pactuar”, conclui.
Entre os nomes históricos estão José Dirceu, José Guimarães, Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad, Paulo Paim, Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues, Benedita da Silva, Erika Kokay e Fabiano Contarato. O campo de alianças também reúne lideranças de diferentes trajetórias, como Guilherme Boulos, Simone Tebet, Marina Silva, João Campos e Renan Calheiros.
Ao mesmo tempo, novas figuras ampliaram sua presença no debate político e nas redes sociais. Para o cientista político, a mobilização digital e a participação de lideranças mais jovens indicam que a renovação não se limita à substituição de nomes em cargos eletivos.
Ela também envolve novas formas de comunicação, organização e engajamento político. A combinação de um Congresso conservador, partidos pragmáticos e disputas por renovação dentro da base aliada coloca a negociação no centro do quarto mandato de Lula.
O governo terá que construir maiorias tema a tema, sem pressupor que o apoio eleitoral à Presidência se traduzirá automaticamente em respaldo parlamentar. Para Kelvin Gomes, o resultado das urnas distribuiu responsabilidades distintas entre os Poderes.
“As urnas não deram cheque em branco a ninguém. Deram ao presidente o direito de governar e ao Congresso o dever de legislar, fiscalizar e negociar”, afirma.
Na avaliação do especialista, a capacidade de pactuar será decisiva para o funcionamento do governo. “Governar, nesse cenário, significará menos impor e mais pactuar”, conclui.
Tatiana Azevedo é repórter do ND Mais em Brasília e, como parte do Núcleo Nacional, cobre o cenário político da capital federal. Acompanha de perto as principais pautas do Congresso Nacional, Executivo e Judiciário, com foco em decisões que impactam diretamente o país.
Escreve matérias sobre os desdobramentos mais relevantes da política brasileira, traduzindo temas complexos de forma clara e precisa, em reportagens que conectam fatos, contexto e implicações à vida dos brasileiros. Também segue novidades envolvendo deputados federais, senadores, a presidência da República e outras figuras públicas.
Jornalista formada em Comunicação Social com ênfase em Audiovisual pela UniverCidade, no Rio de Janeiro, tem ampla experiência em rádio, televisão e jornalismo digital, incluindo passagens por emissoras públicas e privadas. Atuou em assessoria de imprensa no setor público e em grandes instituições, o que lhe proporcionou visão aprofundada sobre processos legislativos, políticas públicas e bastidores de Brasília.
Com vasta trajetória política, cobriu as Eleições 2002 pela Rádio Câmara e atuou no núcleo de rádio do TSE e na Rádio Justiça em 2010, além de anos de cobertura pela Rádio e TV Câmara. Leia mais ▾
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