A Confederação Asiática de Futebol (AFC) declarou nesta sexta-feira apoio à reeleição de Gianni Infantino como presidente da FIFA, apesar de ter rejeitado anteriormente um plano do dirigente para abrir competições da entidade a investidores privados. O respaldo foi anunciado durante uma reunião da confederação em Tóquio, no Japão, pelo presidente da AFC, o xeque Salman bin Ebrahim al Khalifa.
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Em agosto, a AFC havia se unido à UEFA e à Concacaf para rejeitar a proposta de Infantino de criar uma sociedade comercial que permitiria a investidores privados participar de competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo. A iniciativa provocou críticas e pedidos de renúncia ao suíço, que também perdeu o apoio de diversas associações em sua campanha por um quarto e último mandato.
"Acredito que reafirmamos nosso compromisso total, é claro, de apoiá-lo e apoiar sua liderança na busca por um novo mandato como presidente da Fifa", declarou Salman. O dirigente ressaltou que o apoio da confederação asiática a Infantino é "muito claro".
AFC diz que divergências ficaram para trás Ao comentar a oposição anterior ao projeto comercial, Salman reconheceu que houve desentendimentos entre os dois dirigentes, mas afirmou que isso não compromete o apoio à candidatura do presidente da FIFA.
"Mas não vamos relacionar as duas coisas. Precisamos seguir em frente...
o futebol é mais forte quando trabalhamos juntos", afirmou o presidente da AFC, ao reconhecer que ele e Infantino tiveram "alguns problemas sobre os quais conversamos no passado". Infantino, de 56 anos, pediu desculpas na semana passada pelo projeto que não avançou.
Ele está à frente da FIFA desde 2016 e disputará a reeleição em março de 2027. O prazo para a apresentação de candidaturas termina em 18 de novembro.
Até o momento, nenhuma candidatura de peso surgiu para enfrentar o suíço, apesar das críticas ao dirigente, sobretudo na Europa. Muitas das principais federações nacionais europeias decidiram retirar seu apoio após uma série de polêmicas, entre elas a relação próxima de Infantino com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O respaldo da AFC representa um apoio importante à campanha do atual presidente, em meio às divergências sobre os planos comerciais da FIFA e às críticas de parte das associações nacionais.
O Globo