Condenada por matar fotógrafo no RS é incluída na lista vermelha de procurados da Interpol

Condenada por matar fotógrafo no RS é incluída na lista vermelha de procurados da Interpol - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Paula Caroline Ferreira Rodrigues, de 32 anos, condenada pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22, foi incluída na lista vermelha de procurados da Interpol, organização internacional de cooperação policial. O crime ocorreu em julho de 2015, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. AGU aciona Lei Antifacção pela primeira vez para confiscar R$ 190,3 milhões do PCC e CV Artista denuncia Pablo Marçal por post feito com IA e relata ataques gordofóbicos: ‘Usaram minha imagem para um crime’ O Tribunal do Júri que a condenou foi realizado em março deste ano. Paula recebeu pena de 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira. Paula Caroline Rodrigues Lopes é incluída na lista vermelha da Interpol Reprodução/Interpol A inclusão de Paula na lista da Interpol ocorreu após solicitação da Delegacia de Capturas da Polícia Civil. Na página da organização internacional, constam dados de identificação da procurada, além de imagens que permitem visualizar sua aparência à época do crime. O que é a lista vermelha? A lista vermelha da Interpol reúne informações sobre pessoas procuradas pelas autoridades de diferentes países e alerta forças policiais de todo o mundo. O mecanismo auxilia na localização e na prisão provisória dos procurados, com o objetivo de viabilizar a extradição ou outros procedimentos legais. A inclusão na lista, no entanto, não equivale a um mandado internacional de prisão. A decisão de prender a pessoa cabe às autoridades do país onde ela for localizada, de acordo com a legislação local. Relembre o crime O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos, foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Prainha de Paquetá, em Canoas (RS). De acordo com a investigação, ele foi atraído para uma emboscada por volta das 0h30 do dia 28 daquele mês e morto com 19 disparos de arma de fogo. Segundo a denúncia, Paula mantinha um relacionamento com o fotógrafo e teria marcado um encontro para atraí-lo ao local do crime. Na época, ela também se relacionava com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do homicídio e condenado pelo crime em 2020. Ele recebeu pena de 20 anos e oito meses de reclusão, em regime fechado. Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu da decisão e, em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento. O segundo júri ocorreu em março deste ano, quando ela foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado. Paula não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida da Justiça.

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