Como foi a coletiva que a Legião Urbana teve de dar após a morte de Renato Russo

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Por Gustavo MaiatoPostado em 04 de novembro de 2026 Para Marcelo Bonfá, nunca houve Legião Urbana possível sem Renato Russo.

O baterista, que fundou o grupo ao lado do vocalista em Brasília, voltou ao assunto em entrevista ao FUNARJ Cast, podcast da Fundação Anita Mantuano de Artes do Rio de Janeiro (FUNARJ) apresentado por Maicon Fagundes. Na conversa, ele relembrou a entrevista coletiva que os integrantes precisaram dar após a morte do cantor, em 1996, e contou como a banda viveu os últimos tempos com Renato.

O apresentador quis saber se o trio chegou a se reunir para discutir uma continuação sem o vocalista. A resposta veio sem hesitação.

Bonfá explicou que a decisão de seguir em frente enquanto Renato estava vivo foi tomada em conjunto, com o próprio cantor, e que o fim da banda ficou claro para ele no mesmo instante da perda. "O Renato estava mal.

A gente chegou à conclusão, não só a banda como ele, que ele queria tocar, queria fazer show e queria seguir. A gente foi até o final e, quando ele faleceu, para mim a banda acabou.

A Legião Urbana terminou em 1996 e uma semana depois a gente foi obrigado a uma coletiva de imprensa muito difícil para mim, onde a gente tinha que informar o óbvio, que a Legião Urbana tinha acabado. Era uma coisa que para mim não faz sentido."

Segundo o baterista, a Legião só existia com os três: sem um deles, seria outro projeto. Por isso, ele e Dado Villa-Lobos seguiram caminhos separados.

Bonfá se dedicou ao trabalho autoral, que soma seis álbuns solo gravados em seu estúdio, e o guitarrista tocou os próprios projetos. "O legado tava ali, em respeito à banda.

Não tem nada a ser feito", afirmou. O reencontro dos dois no palco aconteceu em 2015, quando a gravadora relançou os discos em edições comemorativas de 30 anos.

Com uma banda nova, a dupla celebrou os álbuns em turnês sucessivas até 2024. Hoje, Bonfá divulga a autobiografia em quadrinhos "Minha Banda Preferida de Todos os Tempos", que ele mesmo escreveu e desenhou, e faz shows em que toca bateria e canta as músicas da Legião.

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