Por Gustavo MaiatoPostado em 04 de novembro de 2026 Montar um álbum com sete vocalistas convidados exige mais do que uma agenda de contatos.
Ricardo Confessori explicou como escolheu as vozes de "Realm Breaker" em entrevista a Gustavo Maiato, do Whiplash.net. A conversa foi concedida durante a divulgação do disco, seu primeiro trabalho solo, lançado em 31 de outubro.
Segundo o baterista, alguns convites nasceram da amizade, como os feitos a Bruno Sutter e Dan Vasc. Outros dependeram do encaixe com a música.
Fabio Caldeira, por exemplo, só foi chamado quando surgiu uma faixa mais prog e lenta, adequada à sua voz. Carlos Zema ficou com a música que funcionaria como a balada do disco, por ter um timbre mais encorpado.
Para completar o time, Confessori queria uma voz feminina, e a escolha foi Mizuho Lin. "A Mizuho, cara, para mim é a mina que canta melhor aqui no Brasil atualmente, na minha opinião.
Então, para mim, não teve muita outra opção. [...] A gente conseguiu fazer um heavy metal com voz feminina sem ser chato.
Eu sou fã de Nightwish, por exemplo, mas é difícil, cara, conseguir esse ponto." A cantora aparece em duas faixas.
Uma é "The Shredder", inspirada no mangá "Samurai X" e, segundo o produtor Thiago Larenttes, muito comentada pelos fãs. A outra é "Black Mirror", que Confessori aponta como sua aposta no disco.
"A Mizuho foi sensacional no disco", resumiu. Thiago Larenttes contou que o elenco de vozes não deu dor de cabeça na mixagem.
Ele tratou cada cantor como um intérprete diferente, e o elo entre as faixas estava nas melodias criadas por Confessori. "O que conecta são as melodias.
E aí cada voz tem uma cor diferente, um timbre diferente, que foi muito fácil de trabalhar na mixagem. Todo mundo canta muito bem, todo mundo é muito técnico", disse.
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