Sina Winter relata ameaças da embaixada iraniana e teme não rever a família

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Emanuel SeagalPostado em 04 de novembro de 2026 Sina Winter, músico iraniano à frente do projeto de black metal From The Vastland, afirmou que não tem como voltar ao Irã e que não sabe se voltará a ver a família.

A declaração ocorreu em entrevista ao podcast Into The Necrosphere. Sina deixou o Irã em janeiro de 2014 e vive na Noruega desde então.

No país de origem, tocar black metal é proibido, e ele gravava e lançava os discos no exterior. "Nunca tive a chance de voltar [ao Irã], por tudo o que faço aqui e por tudo o que está acontecendo de novo, e porque eu recebi uns tipos de ameaça da embaixada depois, já morando na Noruega.

Mas tenho esperança de que as coisas mudem logo no Irã", declarou. "Nesses mais de 12 anos na Noruega, perdi meu pai e não sei se vou ter a chance de ver minha família de novo, se as coisas continuarem como estão hoje.

Mas estou esperando que mudem", acrescentou. A saída do país veio por uma sequência improvável.

Um selo norueguês descobriu um dos discos dele e quis lançá-lo em vinil, mas não havia como mandar cópias para o Irã, e eles acabaram na casa de parentes em Dubai. Foi esse lançamento que levou até ele a equipe do documentário "Blackhearts", sobre músicos de black metal de fora da Noruega influenciados pela cena norueguesa.

As filmagens no Irã não puderam contar com a equipe estrangeira. Segundo Sina, a embaixada norueguesa desaconselhou a viagem, e os trechos iranianos foram gravados por profissionais locais.

Ele levou o material em um HD até a Turquia, onde encontrou o diretor e o produtor. Em março de 2013, o From The Vastland se apresentou no Inferno Festival, em Oslo, com uma banda de apoio formada por músicos noruegueses.

Era a primeira vez que Sina tocava em um palco. O visto valia uma semana, e ele precisou voltar ao Irã logo depois do show.

"Eu não tinha muita experiência. Havia gravado muitos discos com a minha banda antiga, tinha acabado de começar o From The Vastland, lançado um álbum e estava trabalhando no segundo, e de repente fico sabendo que vou fazer parte do documentário e que vou tocar no Inferno Festival, e a minha banda de apoio é formada por pessoas que eu assistia e ouvia há anos.

Eu não conseguia acreditar", relatou. Meses depois, com a ajuda dos cineastas e de uma organização de apoio a artistas, ele obteve um visto artístico norueguês de dois anos, renovado a cada seis meses, e se mudou de vez.

Mais tarde, trocou o documento pela residência.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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