Ministra do meio ambiente usa a política ambiental como vitrine e defende asfixia financeira de facções como modelo para a segurança pública Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal Marina Silva (Rede) saiu em defesa do Ibama e transformou a política ambiental em argumento no debate sobre segurança pública. Em vídeo, ela afirmou que a atuação conjunta entre o ministério, a Polícia Federal, a PRF, o Ibama, o ICMBio e órgãos de controle reduziu em 15% a violência ligada ao crime organizado.
O recado veio direto: combater facção não se resume a colocar viatura na rua. “Quando a gente fala em combate ao crime organizado, muita gente pensa só em polícia na rua, mas a realidade é mais complexa do que isso”, disse.
Segundo Marina, o resultado foi alcançado durante sua gestão no Meio Ambiente, com operações que reuniram forças policiais e órgãos de fiscalização ambiental. A ex-ministra não detalhou o período nem a base de cálculo do índice de 15%.
A estratégia descrita por Marina mira o dinheiro, e não apenas quem executa o crime na ponta. Ela citou bloqueio de bens, desmonte de empresas criminosas e a chegada aos financiadores.
Segundo ela, isso inclui grupos que usam atividades legais como fachada. “Alcançamos esses resultados bloqueando bens, desmontando empresas criminosas e chegando no andar de cima, sufocando o dinheiro que financia, que produz inteligência e tecnologia para esses criminosos se espalharem pelo país”, afirmou.
Ex-ministra afirma que operações do Ibama com PF, PRF e ICMBio atingiram financiadores de facções, mas não detalha o período nem a base do índiceVídeo: Redes Sociais/Marina Silva A ex-ministra resumiu a receita em uma frase de efeito: “Segurança se faz com inteligência, integração entre os órgãos do Estado e com a coragem de ir atrás de quem financia o crime, não só de quem executa”.
A fala não é nova no repertório de Marina. Na campanha ao Senado por São Paulo, ela já defendia a integração entre polícias, Ministério Público e Receita Federal para cortar o financiamento das facções.
A proposta incluía um gabinete liderado pelo governador. Vídeos de atuação do Ibama tem viralizado na InternetVídeo: Paulo Gustavo
A eleição, porém, não confirmou o favoritismo que as pesquisas apontavam durante boa parte da disputa. Marina terminou em quarto lugar, e as duas vagas paulistas ficaram com Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Agora, de volta ao debate público, a ex-ministra tenta manter viva uma de suas principais bandeiras: a de que a política ambiental pode servir de modelo para o enfrentamento ao crime organizado no país. Joice Gonçalves é repórter do ND Mais em Brasília, de onde acompanha de perto as movimentações do Congresso Nacional, os bastidores dos Três Poderes e os rumos das Eleições 2026.
Possui sólida experiência política, tendo acompanhado ativamente os pleitos eleitorais, tanto municipais quanto gerais, nas edições de 2018, 2020 e 2022. Além de escrever matérias sobre política, processo legislativo, sociedade e comportamento, produz conteúdos que explicam decisões do governo e seus impactos na vida do leitor.
Formada em Comunicação pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), atua no jornalismo desde 2021 e tem experiência em grandes redações multimídia de TV e portais de notícia, com produção multiplataforma e projetos especiais que envolvem articulações políticas e o poder público.
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